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Rodrigo Constantino

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Boulos, que em qualquer país sério estaria preso, pode ser o candidato a presidente pelo PSOL

Leio no Estadão que Guilherme Boulos, o líder do MTST, pode ser o nome escolhido pelo PSOL para candidato a presidente em 2018. “O PSOL vai fazer uma sinalização em direção ao Boulos. Ele tem posições ideológicas e programáticas bastante próximas do partido e agora devemos convidá-lo para uma reunião da direção”, disse o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

Em entrevista à TV Estadão, nesta terça-feira, Boulos evitou o assunto, mas não admitiu nem descartou a possibilidade de se candidatar pelo PSOL. “Nesse momento estou focado em ajudar a organizar o processo de resistência ao desmonte do governo (Michel) Temer em relação aos direitos sociais, fazendo mobilizações como, por exemplo, a ocupação em São Bernardo do Campo e também em um debate mais amplo de projeto para o País”, disse.

Reparem como Boulos sabe dourar a pílula na forma, não no conteúdo, ao dar entrevista ao Estadão. Ele sabe qual o público. Um jornal “de direita”, segundo a extrema-esquerda. Mas notem que o próprio jornal é incapaz de chamar essa gente de “extrema-esquerda”, cuidado que não vemos quando se trata da direita. Todos à esquerda, mesmo invasores de terra, mesmo marxistas revolucionários, são apenas “esquerda”:

Líderes da esquerda, até mesmo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, viram na iniciativa uma tentativa de criar um caminho alternativo para a esquerda desgastada com as denúncias de corrupção envolvendo o PT e com a queda da presidente cassada Dilma Rousseff.

O grau de esquizofrenia do sujeito é tão grande que ele diz, durante a entrevista, que é preciso ter negociação com as autoridades, e que isso não pode ser embaixo de porrete, sendo que ele costuma iniciar tal “negociação” justamente com o uso do porrete, invadindo, tomando, ocupando. Mas como fala em nome dos pobres e da “justiça social”, aí tudo bem: ele pode usar violência e praticar crimes, pois está acima das leis.

Em qualquer país sério, onde as leis valem, alguém como Boulos já estaria preso faz tempo, numa cela ao lado de Stédile, do MST, e outra do Lula, do PT. Mas no Brasil essa turma não só continua solta por aí, praticando novos crimes, como é recebida por jornalistas “de direita” para entrevistas, e é tratada com toda deferência, e apenas como “esquerda”, jamais como os radicais ou extremistas que são. Extremista é só o Bolsonaro!

Dito isso, acho positivo o PSOL vir com um nome desses. É mais transparente, escancarado. Afinal, o PSOL ensaia uma tática de bancar a esquerda “fofa”, mais “limpinha”, com carinha de zona sul carioca, o que pode certamente enganar mais trouxas por aí. Colocando à mostra a carranca de um invasor revolucionário que banca o representante dos sans-culottes tupiniquins, a farsa fica mais exposta.

O PSOL “paz e amor” fica para depois. Quem defende o partido de Marcelo Freixo, Chico Alencar e Jean Wyllys terá que bater no peito e assumir sem rodeios: quer mesmo o marxismo, o modelo venezuelano, a revolução violenta, a invasão de propriedades. Boa sorte para sair dos 3% com essa plataforma, já que o Brasil não é exatamente o reduto do Leblon…

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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