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Rodrigo Constantino

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Eike Batista foragido? O desfecho perfeito para um fanfarrão embusteiro!

Fonte: GLOBO

Fonte: GLOBO

Leio que Eike Batista estaria “foragido”, ou melhor, teria viajado para Nova York usando um passaporte alemão:

O empresário Eike Batista, um dos principais alvos da operação Eficiência, realizada nesta quinta-feira — sobre esquema de desvio e lavagem de dinheiro de contratos do governo do Estado do Rio na gestão do ex-governador Sérgio Cabral —, viajou para Nova York. Ele saiu do país com um passaporte alemão, no voo AA974 da American Airlines, na terça-feira, às 23h30, e chegou à cidade americana na quarta-feira, às 6h30.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, a PF suspeita que o empresário irá de Nova York para a Alemanha. Eike é filho de alemã e tem dupla nacionalidade. Já existe um mandado internacional de captura contra ele, emitido pela Interpol. A mulher de Eike e o filho Baldur, de 3 anos, viajaram ontem, também para Nova York.

Seus advogados dizem que ele tinha reuniões fora do país e vai se apresentar à polícia. Tomara que sim. Não obstante, um Eike “foragido” não deixa de ser um desfecho perfeito para um fanfarrão embusteiro desse naipe. O “Midas” encantou muita gente, inclusive no mercado financeiro, mas tenho orgulho de jamais ter sido um desses. Desde o começo percebi ali o tom do embuste, o estilo do fanfarrão vendedor de “Powerpoint”, e o ego gigantesco de alguém disposto a se lambuzar com o poder para se dar bem.

achava inclusive que ele deveria ter sido preso faz muito tempo, por crimes financeiros. E fiz uma analogia entre a sua queda e a de Lula, um o “guru” da economia e o outro o “guru” da política. Tudo balela! Ambos uns vaidosos desmedidos, arrogantes e incapazes de perceber que eram o sintoma de forças maiores, não a causa delas.

Sua simbiose com o governo petista e o governo Cabral no Rio foi total. O próprio Eike dizia que queria ser o “empresário do PT”, percebeu que era fundamental se unir à quadrilha encastelada no poder para expandir seus negócios. Sergio Cabral, um mafioso que tinha milhões em jóias, recebia propina diretamente do seu “camarada”:

A operação foi batizada de Eficiência por causa da primeira conta de Cabral no exterior para esconder dinheiro desviado dos cofres públicos, que levava o mesmo nome, e era da agência do Israel Descont Bank, em Nova York.

A ação foi baseada em dois acordos de colaboração, dos operadores de mercado financeiro Renato Hasson Chebar e Marcelo Hasson Chebar, que revelaram como funcionava o esquema de lavagem da propina cobrada por Cabral em todos os contratos do governo do estado, durante a gestão dele, e também como Eike Batista fazia para repassar o dinheiro do suborno para o ex-governador.

Claro, todos têm o devido direito legal de defesa. Mas o cheiro podre já deixou o ar completamente intragável. As cifras milionárias parecem trocado para essa gente, enquanto o povo fluminense se via em situação cada vez pior. Desviar recursos públicos já é terrível; fazê-lo nesses montantes, num estado tão necessitado como o Rio, é coisa de marginal da pior espécie. Dizem que Cabral está em depressão na prisão: é pouco! Não fico com peninha. Sinto pena é das milhões de vítimas inocentes, dos desempregados em depressão por culpa do ex-governador e seus cúmplices.

O declínio total de figuras como Cabral, Lula e Eike Batista demonstra o fracasso do “capitalismo de compadres”, do modelo que concentra poder demasiado no estado. Não tem nada a ver com o liberalismo; é seu oposto, na verdade. Liberais devem repudiar Eike Batista e esses políticos safados. Devem aplaudir, portanto, a aplicação das leis, e torcer para que essa turma fique muito tempo atrás das grades, pelos males que causaram a tanta gente inocente.

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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