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Rodrigo Constantino

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Em ato de monstruosidade moral, Lula usa AVC da própria mulher para proselitismo político

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Lula é mesmo um sujeito que, para ser apenas desprezível, teria de melhorar muito. Sua moral é não ter moral alguma, usar qualquer coisa para se beneficiar pessoalmente, mesmo que pisando nos outros, ferrando com a vida de milhões, destruindo um país inteiro. Claro que um sujeito desses não encontraria nem mesmo na saúde da esposa um limite ético para o silêncio, para a reflexão, para a reclusão civilizada que separa o humano da política. A vida de Lula é o palanque, e o vitimismo é sua marca registrada.

Quando “dona” Marisa teve um AVC e foi internada, algumas pessoas partiram para um ato deplorável: celebrar, festejar, torcer pelo pior. Tudo muito tosco. A vida de um ser humano deveria estar acima disso. Se Marisa é culpada, se é cúmplice do marido, o chefe de uma quadrilha, então que ela pague por isso: viva! Que melhore da doença, e possa depois arcar com as consequências legais de seus atos. Mas vibrar com seu AVC, isso é inadmissível.

Assim como é inaceitável fazer uso político do caso pelo outro lado. Foi o que fez o PT, pois o PT é um “partido” completamente amoral mesmo. Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, fez logo menção à Lava Jato, insinuando que a operação da Polícia Federal era responsável pelo ocorrido, por “perseguir” Lula e colocar sua família toda sob pressão:

Era questão de tempo até que o próprio Lula fosse para algum palanque bancar a vítima, usando o AVC de sua mulher, que continua internada. E foi exatamente o que aconteceu:

Na primeira manifestação pública e presencial sobre o estado de saúde da mulher, Marisa Letícia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nessa segunda-feira (30) a simpatizantes, em São Paulo, que “a pressão e a tensão fazem as pessoas chegarem ao ponto que a Marisa chegou”. A ex-primeira-dama está internada há uma semana na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, por conta de um AVC (acidente vascular cerebral) hemorrágico. O quadro de saúde dela é considerado grave, mas estável.

“Eu acho que a pressão e a tensão fazem as pessoas chegarem ao ponto que a Marisa chegou. Mas isso não vai fazer eu ficar chorando pelos cantos. Vai ficar apenas batendo na minha cabeça, como mais uma razão para que a luta continue”, afirmou Lula a representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens. As informações são do Instituto Lula, onde ocorreu o encontro, no bairro do Ipiranga (zona sul de São Paulo).

Isso é completamente asqueroso, abjeto! Que tipo de pessoa faz uso político de uma grave condição de saúde da própria mulher? Que tipo indecente de gente tenta obter dividendos políticos com uma tragédia pessoal? Em vez de se dedicar à esposa de forma reclusa, num momento de privacidade que toda família tem direito, Lula escolhe a via da demagogia, do populismo, jogando para a plateia com o discurso de vítima, que culpa os guardiões das leis pelo AVC de Marisa.

Lula não tem salvação mesmo. Trata-se de uma figura vil, covarde, vergonhosa, que merece todo o nosso mais profundo desprezo. E sua tática podre não vai funcionar, pois o Brasil está mudando, aos poucos mas está. A Lava Jato continua com imenso apoio da população, que aguarda inclusive a prisão do próprio Lula. Ninguém será poupado por ter sido poderoso, por ainda mobilizar uma massa de idiotas úteis, ou por bancar a vítima usando a própria mulher como escudo.

* Esse artigo teve grande repercussão, e continua tendo após a notícia da morte de Marisa Silva. Sobre isso, publiquei o seguinte comentário em minha página do Facebook:

Há um lugar no inferno reservado aos que celebram a morte de Marisa Silva. E há um lugar ainda mais profundo, bem no colo do Capeta, guardado para os que politizam sua morte. Mas não é porque petistas são baixos que seremos também. Uma coisa não justifica a outra. Sejamos decentes, por favor!

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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