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Rodrigo Constantino

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A energia solar e a inclusão energética no Brasil

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Por Mateus Menezes, publicado pelo Instituto Liberal

O governo brasileiro encontrou nos aumentos constantes dos combustíveis fósseis e na energia elétrica as alternativas para sustentar a máquina pública gulosa, ineficiente, insaciável, além de servir para tentar fechar as falidas contas governamentais. A cada ano que passa, os setores fortemente controlados pelo Estado brasileiro pesam mais nos bolsos dos consumidores e empresas. Citamos os casos dos derivados do petróleo: diesel, gasolina e gás natural. A outra parte importante é a energia elétrica. Tais efeitos se espalham para toda a economia. Os aumentos encarecem produtos e serviços, especialmente penalizando as pessoas de menor renda.

No Brasil do século XXI, temos um grande contingente de brasileiros sem luz graças à incapacidade do Estado. Um recente estudo levantado pela ANEEL apontou que 1 milhão de residências brasileiras não possuem energia elétrica. Muitas das famílias retratadas no estudo moram em lugares isolados do país, comunidades ribeirinhas na região norte do Brasil, zonas rurais, no grande sertão, entre outras regiões.

A população brasileira não atendida pela energia elétrica é composta por cerca de 2,7 milhões pessoas, segundo o IBGE. A totalidade dessas pessoas é equivalente ao tamanho de toda a população da capital do Estado da Bahia, Salvador. Somente 170 municípios brasileiros têm todas as suas residências ligadas ao fornecimento de energia elétrica. Os outros 5.394 convive com a escuridão no cair da noite.

Conforme o mapa global da “SolarGIS” sobre irradiação solar, vemos que as áreas dos Trópicos de Câncer e Capricórnio recebem a maior incidência solar no planeta Terra. Os altos níveis de radiação solar favorecem uma grande capacidade para a produção de energia solar. Encontramos na mesma região o maior número de países subdesenvolvidos ou aqueles em desenvolvimento.

No caso do Brasil, esse potencial energético é pouco explorado, apesar do país ser favorecido por sua localização geográfica. Se toda energia produzida a partir da incidência solar fosse aproveitada, teríamos grandes ganhos de economia nas contas de luz das residências e empresas. Além disso, os custos para os setores produtivos seriam reduzidos; empregos no setor da indústria solar seriam gerados; as cidades ficariam mais limpas; não faria mais sentido construir grandes usinas hidrelétricas que violam propriedades privadas; os produtos brasileiros no mercado internacional ficaram mais competitivos; democratizaria a energia elétrica para lugares isolados; proporcionaria em lugares isolados a transformação da água suja em potável; auxiliaria na irrigação da agricultura ao tornar áreas improdutivas, produtivas. Teríamos uma provável elevação da produtividade dos setores do agronegócio em regiões carentes do país.

A nova matriz energética impulsionaria a geração sustentável de energia elétrica. Se cada casa ou empresa virasse uma miniusina, o consumidor ficaria livre dos aumentos abusivos da conta de luz e poderia abastecer seu veículo híbrido ou elétrico com fonte renovável. A revolução aumentaria a concorrência neste livre mercado nos setores dos derivados de petróleo, das estatais falidas, das empresas privadas que atuam no mercado blindadas da concorrência, elevaria a oferta da produção energética e levaria a queda dos preços no mercado brasileiro carente de inovação.

Para o Brasil ser uma potência energética no ramo solar é necessário desregulamentar o mercado brasileiro, permitir que novos agentes econômicos possam produzir energia elétrica, reduzir ou zerar todos os impostos para os materiais solares  para impulsionar o desenvolvimento da nova indústria, ter linhas de créditos com juros baixos e mão de obra qualificada para o novo ramo.

A energia solar incluiria famílias carentes no novo mercado, a nova tecnologia possibilitaria a geração de novas riquezas, capaz de transformar áreas improdutivas em produtivas com sistemas de irrigação alimentados por ela. O livre mercado de energia solar seria o pilar fundamental no desenvolvimento das áreas pobres do nosso país para torná-las prósperas.

Daríamos adeus para as estatais ineficientes que servem para enriquecer apenas empreiteiros e abrigam enormes cabides de empregos para aliados políticos e demais “amigos do rei”. Os prejuízos delas ficam para todos os pagadores de impostos.

Sobre o autor: Mateus Menezes do Nascimento é Graduado em História pela Universidade de Franca, Especialista pelo Centro Universitário “Barão de Mauá” e graduando em Geografia pela Universidade de Uberaba. Suas pesquisas se concentram na área de Gestão Pública, instituições políticas brasileiras, concepções econômicas da Escola Austríaca, pensamento conservador, liberal e mentalidade revolucionária.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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