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Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Fidel e a idiotice

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Por Paulo Bressane, em O Tempo

Adoentado, sua morte já era esperada, assim como os chororôs dos que sempre aplaudiram o simbolismo social comunista por ele representado, independentemente de todo o mal que tenha causado. Fidel Castro já é história e jamais será relegado ao limbo do esquecimento, mas não deveria merecer uma lágrima sequer. Em um de seus discursos, disse que a “história o absolverá”, eu penso que isso só acontecerá na cabeça dos menos esclarecidos, já que pouco mais de um ano após assumir o poder, o “El Comandante” começou a mostrar suas garras seguindo uma das máximas dos regimes socialistas, cujo discurso moralista se corrompe sempre que assumem o poder. Fidel começou sua revolução para depor a ditadura corrupta de Fulgêncio Batista, ok, mas liquidou o país com o comunismo, privando o povo de seu maior bem, a liberdade.

NA MÍDIA IMPRESSA, vi poucas matérias expondo a verdade sobre esse que costumam chamar de “comandante revolucionário”. Claro que não poderíamos esperar detrações por parte, por exemplo, de Lula, que o considerou “o maior de todos os latino-americanos”. Ou de Luciana Genro, que lamentou a morte de uma pessoa que lutou para enfrentar a pobreza e a desigualdade social, ou ainda do MST, que o considerou como um homem “sábio, forte e humano”. Vocês e os que assim pensam são idiotas ou o quê? Fidel, o falso herói, sempre foi um genocida sanguinário, um tirano irascível, um magnata multimilionário que viveu cercado pelo luxo, tendo Cuba como sua propriedade particular. A esquerda precisa parar de se apoiar em mitos e acreditar em clichês surrados, Fidel sempre foi um crápula, fim.

COMO SE SABE, todos os países que passaram pelo laboratório comunista não conseguiram evoluir socialmente, devido à derrota econômica deflagrada pela absoluta falta de liberdade e a força bruta do terrorismo de Estado. Há, claro, o idiotismo intelectual pregando que toda a tragédia econômica vivenciada por Cuba é obra do “devastador” embargo norte-americano que isola ilha. E quanto ao resto do mundo? Cuba comercializa com dezenas de países em todo o planeta, e nunca progrediu socialmente, entrando em colapso após ter deixado de ganhar as mesadas da falida União Soviética. E sem passar o chapéu não existe socialismo que aguente. Cuba continuará pobre enquanto não abraçar o livre mercado, ou seja, por mais que os esquerdopatas torçam contra, o povo cubano só se libertará quando estiver aberto ao capitalismo.

Comentário do blog: aproveito para recomendar também esse excelente artigo de Antonio Carlos Prado na IstoÉ, em que define Fidel da forma mais objetiva possível: ditador, e mais nada. Eis um trecho: “Ao longo de seis décadas, para socialistas e comunistas o ditador Fidel Alejandro Castro Ruiz foi um deus. Para muitos democratas, ou não tão democratas assim, ele significava deus e diabo ao mesmo tempo. Agora, com a sua morte na semana passada, aos 90 anos, o que mais se ouve e se lê é essa mesma ladainha – Fidel Castro foi um ídolo político para o bem e para o mal. Toda essa dubiedade se traduz, na verdade, em hipocrisia ou, na melhor das hipóteses, em tolo romantismo. Diga-se claramente que Fidel foi o mais longevo tirano da América Central, criador de uma das mais cruéis ditaduras do planeta, e legou aos cubanos uma ilha empobrecida no setor financeiro, nula no setor industrial, ignorante no setor tecnológico – até a internet é restrita no país, fato que escancarou as portas para o tráfico de pen drives com notícias do exterior. […] Ou seja: a sua ideologia sempre foi, tão somente, o poder. Por má fé ou falta de informação, há aqueles que teimam em colocar um pé de Fidel no céu e o outro pé no inferno. Bobagem. Ele é todo diabo.”

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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