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Rodrigo Constantino

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Gleisi Hoffmann é eleita nova presidente do PT: o partido ridiculariza a Lava Jato

Ré na Lava-Jato, a líder do PT no Senado, senadora Gleisi Hoffmann (PR), foi eleita nova presidente do PT, com 60% dos votos. Seu principal concorrente, o senador Lindbergh Farias (RJ), ficou em segundo lugar, com 38% dos votos dos delegados. Gleisi substitui Rui Falcão no cargo e exercerá a função por dois anos. A eleição contou com o voto de 596 delegados e ocorreu no 6° Congresso Nacional do PT, que contou com a presença dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ela será a primeira mulher a presidir o partido.

Candidata de Lula, Gleisi afirmou que o partido não fará autocrítica porque não quer fortalecer o discurso de seus adversários. Reunido em seu 6º Congresso, o PT era cobrado, inclusive por setores à esquerda do partido, a reconhecer supostos erros, como o envolvimento em escândalos de corrupção e alianças com partidos como o PMDB.

– Não somos organização religiosa, não fazemos profissão de culpa, tampouco nos açoitamos. Não vamos ficar enumerando os erros que achamos para que a burguesia e a direita explorem nossa imagem – disse Gleisi, ao discursar no congresso petista.

Que o PT não é uma organização religiosa há controvérsias. Está claro para muitos que o partido se tornou uma seita ideológica com ares religiosos sim. Mas que o PT não vai fazer uma autocrítica todos sabemos. O  petismo é justamente a canalhice acima de tudo, a ausência de culpa, esse sentimento da pequena-burguesia que alimenta valores éticos e morais, a coisa mais ultrapassada do mundo para essa turma.

E eis que o partido elegeu, então, uma defensora de Lula e alguém que está sendo acusada pela Justiça também, a famosa “narizinho” ou, se preferirem, “a amante”, segundo planilhas de propina da Odebrecht. Precisa dizer mais alguma coisa sobre o PT? Precisa explicar por que o partido é diferente dos demais, por que não podemos cair nessa de “são todos iguais”? Só o PT idolatra seus bandidos!

Rodrigo Gazzaneo, meu amigo de escola, resumiu bem a questão: “Aécio afastado da presidência do PSDB, Gleisi eleita presidente do PT. A diferença entre o PSDB e o PT é a diferença entre um soco na cara e um tiro na barriga. Ninguém gosta de levar soco na cara, mas tiro na barriga é muito pior”. Como discordar? Alguém ainda não entendeu que só o PT sequer finge que respeita as leis?

Os petistas se julgam acima das leis, e cospem na democracia, na Justiça. Só o PT tem “bandidos favoritos”, que viram “heróis do povo brasileiro”. Se a hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude, como dizia La Rochefoucauld, então o PT nem tenta mais simular virtude: assume que é defensor de bandidos mesmo, abertamente. E quem ainda defende o PT é cúmplice de bandidos, claro.

Mas eu até entendo Gleisi ter sido eleita. Não só porque é a cara do PT ter uma ré como presidente, mas também porque faltam alternativas. Cheguei a brincar em minha página: “Alguns estão atacando o PT por ter eleito como nova ‘presidenta’ uma ré da Lava Jato. Mas aqui vou sair em defesa da quadrilha, digo, do partido. Se o PT tiver que filtrar candidatos com base nesse critério, melhor fechar logo aquela joça! Não sobra um, meu irmão…”

É isso: toda brincadeira tem um fundo de verdade. E a verdade é que só restaram bandidos ou defensores de bandidos no PT. Nenhuma pessoa com um pingo de dignidade permaneceria num troço desses. A menos, claro, que seja um devoto fanático. Mas como Gleisi, a presidente do PT, garantiu que não se trata de uma organização religiosa, podemos descartar essa opção…

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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