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Rodrigo Constantino
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Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Lula está acuado e com medo, enquanto “militantes” e advogados bem pagos tentam blindar o ex-presidente

Teste: encontre o dono do sítio...

Teste: encontre o dono do sítio…

Todos aguardavam ansiosamente o depoimento de Lula sobre o tríplex que “não é seu”. Mas ele não ocorreu. Uma decisão liminar do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) suspendeu nesta terça os depoimentos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua mulher, Marisa Letícia, ao Ministério Público de São Paulo.

O ex-presidente e Marisa Letícia foram intimados a depor sobre a situação do tríplex no condomínio Solaris, em Guarujá (SP), e sobre suspeitas de irregularidades na transferência do condomínio da cooperativa Bancoop para a OAS. O conselheiro Valter Shuenquener de Araújo acatou um requerimento do deputado petista Paulo Teixeira (SP), em que ele alega que o inquérito teria que ter entrado no sistema de distribuição do Ministério Público paulista. O deputado fala ainda em “flagrante perseguição política”.

É tudo muito tosco, assim como a passividade do povo brasileiro (vamos aguardar 13 de março). Lula se sente acima das leis? Ele é um “homem incomum”, como Sarney, e por isso não pode ser investigado como qualquer outro brasileiro? No fundo, Lula teme a lei. Não tem foro privilegiado, é apenas um cidadão comum, com o rabo preso e vários indícios de crimes. Apavorado, mobiliza um exército em sua defesa. Gente muito bem paga, e também gente que luta por qualquer “pixuleco” ou “mortadela”.

Aos “movimentos sociais” de sempre, como a CUT, a UNE e o MST, acrescente-se agora os mais caros advogados criminalistas do país. Todos estão unidos numa única causa: blindar o ex-presidente, tratá-lo como alguém que deve pairar acima das leis, como se fosse um caudilho, um santo imaculado, alguém que não precisa responder pelas suspeitas de crimes previstos no código penal.

A tropa miliciana foi convocada, entrou em ônibus fretados sabe-se lá com que recursos, e tentou intimidar os agentes da lei, assim como os cidadãos que pedem uma única coisa: Justiça! Mas a turma da “justiça social” é assim mesmo: em nome desse conceito, desse pretexto, vale tudo, inclusive ignorar a verdadeira Justiça, aquela válida igualmente para todos.

Se Lula não tem nada a temer, se tudo não passa de “perseguição política” (que coisa mais ridícula!), então por que ele precisa fugir da Justiça? Por que ele precisa se esconder, evitar os depoimentos que poderiam esclarecer as autoridades? A fuga é uma clara confissão de culpa, isso está claro.

Quem ainda defende Lula e o PT ou está recebendo para isso, lutando para preservar alguma teta estatal qualquer, ou é mesmo um completo abilolado. Fernando Schuler escreveu um ótimo texto na ÉPOCA sobre a “paixão” ou “idolatria” de alguns por um partido político, o que é simplesmente patético. Diz ele:

O que realmente me surpreendeu foi não receber sequer uma única mensagem dizendo: “podem investigar, nós confiamos na honestidade do Lula”.  Ou, algo mais sofisticado: “é bom investigar. Lula é nosso líder (entre outras razões) porque é honesto. Se ele não for, ao menos saberemos e poderemos rever algumas posições”.

Mas nada. Nem uma mísera mensagem nessa direção.

O intrigante seria esta nossa atitude em qualquer tema relevante da nossa vida. A papinha do bebê, por exemplo. Imaginem a mãe dizendo: “ok, há suspeitas de que a papinha que usamos é tóxica, mas não quero saber. Conversa da concorrência, vamos continuar comprando”.

Pense. Qualquer assunto: a ração do gato, o colégio das crianças, a erva do chimarrão, a marca do silicone. Você nunca vai escutar a seguinte frase: “vou colocar esse silicone amanhã. A Anvisa diz que a marca é suspeita, mas não quero saber. Confirmei a cirurgia”.

A pergunta a fazer é: se não agimos assim com as nossas coisas, então por que tratamos desse jeito nossas escolhas políticas?

Por que, diante de informações que não nos agradam, tapamos os ouvidos e cantarolamos, como um criança mimada? Por que, de antemão, em vez de ponderar os fatos, resolvemos que a ração do gatinho é ótima, ainda que denunciada pelo conselho de veterinária? Em vez de prestarmos atenção às investigações do Ministério Público, preferimos entrar na hashtag “lulaeuconfio” e ficar gritando “é tudo uma conspiração da direita!”

Eu coloco de uma forma mais direta: quem “idolatra” Lula e o PT é ou um completo imbecil ou leva algum e está apenas defendendo com afinco sua mamata. Desconheço uma terceira alternativa, por mais que me esforce em encontrá-la. Se alguém souber, favor me explicar. Pode uma pessoa honesta, decente, inteligente e bem-intencionada defender Lula? Acho impossível, e essa postura de protegê-lo das LEIS, com a patética narrativa de “perseguição política”, é prova disso.

O Brasil está dividido, e não é numericamente. De um lado, há a maioria que quer o fortalecimento das instituições, a aplicação das leis doa a quem doer, as investigações independentes. Do outro, há os milicianos petistas, os brutos que se julgam acima das leis, os bandidos que querem continuar pilhando o estado. São poucos em termos relativos, mas são poderosos, muito ricos, e contam com a passividade do outro lado. Se isso não mudar – e dia 13 de março será um teste – então eles poderão vencer e aí seremos mesmo como a Venezuela…

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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