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Rodrigo Constantino

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Mais de 83 milhões de brasileiros aprovaram o impeachment de Dilma

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A narrativa do PT é falsa como uma nota de R$ 3. Para insistir na “tese” do golpe, repete incansavelmente que Dilma teve 54 milhões de votos em 2014, e que somente o voto popular poderia retirá-la. O “argumento” é falacioso do começo ao fim, e só gente muito ignorante ou com má-fé adota essa linha de “raciocínio”.

Em primeiro lugar, os votos não representam uma carta branca para o presidente fazer o que quiser. Quem “pensa” assim confunde democracia representativa com ditadura da maioria representada por uma minúscula minoria. Há pesos e contrapesos, leis, limites constitucionais etc.

Logo, se o impeachment está previsto na Constituição, se é crime desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (e Dilma não fez “o mesmo” que seus antecessores, quem diz isso mente descaradamente), e se há a prerrogativa de deputados e senadores, representantes do povo brasileiro, votarem pela saída do presidente, então tudo está dentro da ordem democrática.

Já quem pede um plebiscito ou antecipação de eleições é que está desrespeitando a Constituição, uma vez que tal mecanismo não está previsto na Carta. Ou seja, o PT (e a Rede de Marina Silva) quer, em nome da democracia, desrespeitar a democracia. Não chega a ser surpresa, quando lembramos que esses “democratas” defendem o ditador Fidel Castro e o tirano Maduro.

Outro “argumento” ridículo é dizer que o vice-presidente Michel Temer assume sem votos, que se trata de uma eleição indireta. Ora, os petistas podem ter memória ruim, mas estamos aqui para ajudá-los: foram vocês que votaram em Temer! Quando os 54 milhões digitaram 13 nas urnas (se todos digitaram mesmo), apareceu lá a foto e o nome do vice na chapa. Era uma coligação, e o PMDB ajudou na conquista de votos, com sua máquina partidária, tempo de TV etc. Temer foi eleito junto a Dilma.

Por fim, Cláudio Humberto, de Diário do Poder, traz um cálculo interessante e definitivo sobre o peso democrático da destituição de Dilma do governo: “Os 61 senadores que aprovaram o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff, nesta quarta-feira (31), foram eleitos por um total de 83,1 milhões de votos, em todos os estados e no Distrito Federal. Em 2010, foram eleitos dois senadores em cada unidade da federação e um senador em 2014. A representatividade popular dos 61 senadores supera em mais de 29 milhões a votação que reelegeu Dilma em 2014”.

Numa democracia, coisa que petista não aprecia, os representantes do povo estão no Congresso e no Senado também, não apenas no poder Executivo federal. Se Dilma (e Temer) teve 54 milhões de votos, os senadores que optaram por seu impeachment tiveram mais de 83 milhões de votos. Quem, ilustres petistas, representa mais o povo, se o critério é apenas numérico? Em seu discurso, a senadora Ana Amélia começou lembrando justamente dos seus 3,4 milhões de votos:

363 deputados votaram pela admissibilidade do processo de impeachment. 61 senadores votaram “sim” pelo impeachment. Mais de 65% da população, segundo pesquisas, aprovam o impeachment. Milhões de brasileiros foram às ruas defender o impeachment. O processo todo foi acompanhado pelo STF, com maioria de ministros indicada pelo próprio PT. O direito de defesa foi amplo, até demais. A imprensa deu enorme destaque aos “advogados de defesa” da presidente.

Uma vez derrotados, os petistas demonstraram, uma vez mais, não ter apreço algum pela democracia. Dilma fez discurso segregador, de ódio, vestida de vermelho, enquanto os milicianos do PT ateavam fogo nas ruas, depredavam patrimônio público e atacavam a polícia. São fascistas vermelhos, que nunca respeitaram as regras democráticas do jogo.

Quem, apesar disso tudo, repete a “tese” de que foi um golpe está dando atestado de safadeza. A simples burrice não explica!

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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