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Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Microagressão é a paranoia da vez: os malucos assumiram o manicômio!

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Fonte: The Blaze

Vivemos na era do politicamente correto, da revolução das vítimas, da marcha das minorias oprimidas. Nunca antes os fracos tiveram tanto poder! Uma turma fresca, hipersensível, cheia de preconceitos, precisa criar uma barreira artificial para proteger todos do preconceito alheio, do bullying, das agressões, das microagressões!

O uso “correto” da linguagem passou a ser a obsessão da vez. Ninguém pode se sentir ofendido. Todos têm o “direito” de não se sentirem ofendidos. Menos, claro, os homens brancos heterossexuais cristãos ou judeus. Esses você pode detonar à vontade, demonizar, massacrar, que será apenas reparação, justiça. Se for republicano, então, pode até agredir que tudo bem.

Tenho para mim que vão rir muito da gente no futuro, mal vão acreditar em certas coisas. Claro, assumindo que a modinha vai passar, que seremos capazes de reverter o quadro, que as pessoas de mente sã vão reassumir o sanatório. Sim, porque hoje vivemos claramente naquela situação surreal imaginada por Edgar Allan Poe, em que os malucos prenderam os médicos e tomaram conta do hospício.

Duvida? Então como explicar que agora “fat studies” serão parte do currículo acadêmico em 2018? Isso mesmo: os alunos vão ter que aprender que “opressão com base no peso” é absolutamente uma questão de “justiça social” que precisa ser enfrentada.

O curso vai examinar o peso do corpo, o formato e o tamanho como uma área de diferença subjetiva que leva ao privilégio ou à discriminação e que interage com outros meios de opressão como o gênero, a raça, a classe, a orientação sexual e a habilidade. Sim: a habilidade! Morte à meritocracia!

O objetivo do curso será equipar seus alunos no combate à discriminação por peso perpetuada por várias instituições sociais. Sim, meus caros, esse troço vai ser uma cadeira acadêmica de estudos, como já temos sobre os negros, os gays, as mulheres, os transgêneros e os alienígenas (ok, acho que essa ainda não foi criada).

Quer saber como será a escola do futuro (e por futuro entenda amanhã)? Então veja essa The New School. Lá já consta uma explicação detalhada do combate às tais microagressões. Eles explicam direitinho para quem tiver dúvidas:

Mesmo experiências que não são intencionalmente hostis ou fisicamente ameaçadoras podem ser prejudiciais. É fundamental para nós como uma comunidade universitária que reconheçamos e trabalhemos para diminuir esses tipos de experiências prejudiciais. Muitas vezes, elas são experimentadas como microagressão, que ocorre no contexto da cultura mais abrangente de opressão em relação à raça, gênero, habilidade, status de imigração, tamanho, orientação sexual e outras identidades, e é resultado do poder e privilégio de um grupo dominante sobre um grupo subordinado. Sintomas de questões sociais maiores, como preconceitos e fanatismo, nem sempre são abertos ou intencionais. A microagressão é poderosa e insidiosa e pode ser tão prejudicial quanto a agressão “explícita”.

A microagressão mostra-se como indignidades comuns verbais, comportamentais ou ambientais, intencionais ou não, que comunicam uma agressão hostil, depreciativa ou negativa contra um grupo visado.

É ou não é a era do mimimi e da vitimização? Como foi que chegamos a esse ponto? Só Allan Poe explica mesmo: os doidos varridos trancafiaram ou calaram as pessoas normais, e agora o conceito de normalidade sequer existe, foi substituído pelo de loucura, já que são os loucos no poder, dando as cartas. Eles ainda fazem um tour pelo hospício, mostrando como seu novo método funciona bem, como trouxe paz e segurança (ainda que seja preciso jogar pedras e espancar aqueles malditos conservadores que insistem em querer palestrar nas universidades).

Os próximos passos são evidentes: desfile de moda com belas e esguias modelos será vetado, pois é certamente agressão e preconceito contra as gorduchas. Empregados mais eficientes serão submetidos a um processo de reeducação, para entenderem de uma vez que suas habilidades são ofensivas para com os menos capazes. Haverá cotas para todas as minorias, para os grupos de identidade que se julgarem desfavorecidos (não, certamente não haverá cotas para brancos nos times de basquete). E por aí vai.

O socialismo igualitário venceu! E foi por meio das políticas identitárias. Socialismo é a idealização da inveja, mas era muito limitado focar apenas em classes sociais, em riqueza. O neo-socialismo é muito mais poderoso, pois trata qualquer “minoria” como oprimida, e o denominador comum é um só: transferir toda a culpa para os malditos homens brancos ocidentais, esses vírus da humanidade, essas pragas que deveriam ser eliminadas para que todas as minorias pudessem viver em paz para sempre (até lá podem explorar a riqueza deles, pois é preciso sustentar o mimimi com quem efetivamente trabalha).

E é fácil entender que os diferentes grupos se unem em torno desse denominador comum, que é o ódio aos brancos ocidentais. Basta ver o que acontece quando um grupo se choca com o outro, ambos alegando o status de vítima oprimida: dá tiltbug no sistema, e só resta a hipocrisia como resposta. Algo que essa imagem resume com perfeição:

Essa maluquice toda começou lá atrás com Foucault e companhia, com a “microfísica do poder”, com os doidos querendo soltar os outros doidos e trancafiar as pessoas normais, saudáveis. Foi um “progresso” que, com base nas premissas adotadas, só poderia levar ao mundo atual mesmo. Em vez de se tratar num divã, os malucos resolveram transformar o mundo à sua imagem e semelhança, e deu nisso. Eles projetam o preconceito que sentem a todos, e por isso nem mesmo piadas são mais permitidas. É muito ódio contido, reprimido, recalcado.

Será que ainda há como reverter esse quadro sombrio? Ou seremos mesmo motivo de chacota de nossos netos e bisnetos, caso eles consigam furar a bolha e não se transformarem em… alienígenas?

PS: É claro que não podemos descartar o simples oportunismo dos vagabundos e preguiçosos como fator causal ou ao menos estimulante do bizarro fenômeno. Pense só, leitor: o “professor” não tem habilidade alguma, não pode ensinar física quântica, nada entende de economia, nunca leu bons filósofos e sequer domina bem a língua. O que sobra? Ora, cria um curso aí sobre os gordinhos ou os transgêneros que estou feito! Basta seguir direitinho a cartilha do politicamente correto que, no mundo insano atual, minha carreira está garantida. Não é incrível?

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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