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Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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O colapso brasileiro

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Por Leandro Ruschel

Vou explicar novamente o motivo do colapso brasileiro. Tentarei ir direto ao ponto.

A esquerda acredita que a estrutura social tradicional é opressiva e injusta, logo tal estrutura precisa ser destruída para que uma nova, mais “justa e inclusiva” seja criada.

Esquecem que a estrutura social tradicional, por mais falhas que apresente, é fruto da milênios de interação entre grupos humanos em busca da estabilidade e do menor nível de sofrimento possível. Ela é fruto da tradição judaica, da filosofia grega, do cristianismo, da Common law, do sistema americano de governo, da Revolução Industrial, entre outras influências positivas.

Todas essas evoluções positivas tem algo em comum: o respeito à natureza humana, algo que muitos filósofos chama de direito natural. Elas emanam do estudo cuidadoso da história e do comportamento político dos seres humanos. É o tema central das religiões e dos mitos.

Em contraposição, a esquerda nasce como um movimento de revolta em relação à própria estrutura da realidade, motivado pela inveja, pelo ressentimento e pelo medo. O esquerdista acredita que a realidade é estruturalmente opressiva e precisa ser radicalmente modificada.

Gramsci, o mais influente filósofo da esquerda brasileira, acreditava que a Igreja é o maior inimigo da revolução. Logo, para mudar a sociedade os valores cristãos precisam ser atacados, coisa que vem acontecendo nas últimas décadas. A moral cristã, base das nossas leis e das nossas tradições sociais está sendo destruída pela infiltração dos discípulos de Gramsci nas escolas e universidades, na própria Igreja, na imprensa, nas associações e em praticamente todas as esferas do Estado.

A corrupção dos valores ocorre tanto de cima para baixo quanto de baixo para cima. No nível individual, a perda de valores representa a maior chance do cometimento de crimes. Já por parte da estrutura do Estado, que deveria ser o freio final ao comportamento criminoso, punindo sistematicamente e assim criando um bom incentivo para os cidadãos andarem na linha, temos a flexibilização da lei, com base na ideia de vitimização dos bandidos. Os criminosos não seriam responsáveis pelos seus crimes, mas sim vítimas de uma sociedade injusta.

Ao mesmo tempo, a polícia é hostilizada, tratado como um braço do sistema opressor. Os governos passam a dar prioridade para outras despesas, como o pagamento de uma folha de servidores inchada que não oferecem nenhum retorno para a sociedade, servindo apenas para engrossar o exército gramsciano. A própria ação policial é hostilizada pela imprensa, por influenciadores e pela própria Justiça.

O resultado óbvio é a o aumento exponencial da criminalidade, uma implosão da estrutura social, facilitada por comportamentos cada vez mais degradantes em todos os níveis.

Esse era exatamente o objetivo da revolução gramsciana.

Tal situação abre espaço para a “solução”, do ponto de vista da esquerda, a criação de uma nova sociedade, do ponto de vista da direita, o resgate de uma estrutura conservadora, o que seria a contra-revolução.

A solução esquerdista já gerou milhões de mortes em diferentes locais e épocas. Todo o seu potencial destrutivo pode ser observado em tempo real na Venezuela.

É isso que queremos para o Brasil?

Uma solução de curto prazo conservadora para o colapso brasileiro passa por uma intervenção aguda conduzida por um grupo de líderes preparados e firmes, apoiados pela fração saudável da sociedade. Meu temor é que tais líderes não existam e que a fração de pessoas moralmente saudáveis seja muito pequena para amparar tal movimento. Nesse caso, o inferno venezuelano seria o destino do país em algum momento.

Uma solução de longo prazo envolve o trabalho de formiguinha, da reconstrução dos nossos valores tradicionais através da ocupação de todos espaços, o uso da estratégia gramsciana pela direita. Novamente, há pessoas suficientes, engajadas e organizadas para tal tarefa?

Talvez o caminho mais provável seja um meio-termo, com um estado permanente de caos organizado, um limbo, mantendo o status quo do salve-se quem puder, onde os sanguessugas do Estado mantenham os seus imorais privilégios, a esquerda não tenha força para criar o sonhado regime chavista e a direita fragmentada consiga evitar o pior, nada além disso.

Triste realidade do Brasil.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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