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Rodrigo Constantino
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O discurso de despedida de Obama: a esquerda nunca sai do palanque!

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O presidente Obama fez nesta terça seu discurso de despedida em Chicago. Quem viu o homem carismático, ficou com a nítida impressão de que o melhor, e não o pior presidente americano dos últimos tempos saía do poder. Também ficou com a impressão de que ele foi o vencedor do pleito, que sua candidata democrata levou, não seu adversário, alguém que simplesmente detonou sua gestão e o atacou em todos os aspectos.

É natural que Obama tenha escolhido Chicago para sua despedida. Foi lá que fez sua carreira política. Mas como está Chicago hoje, depois de tanto tempo de comando democrata? Chicago está um caos para os padrões americanos, e apresenta índices de criminalidade bem acima da média. A questão racial é um fator importante: o Black Lives Matter, que vem se alimentando da narrativa vitimista da era Obama, toca o terror na região, mantendo a polícia acuada.

Obama enalteceu em sua fala os tais “organizers”, aqueles que, como ele no passado, agem como militantes de Gramsci, levando a mensagem socialista por todo canto, agitando as massas, mobilizando os peões dos “progressistas”. São uma espécie de UNE misturada com CUT e MST. Os tais “organizers” só organizam mesmo baderna em prol dos seus interesses particulares.

Obama cobrou do eleitor a responsabilidade por suas escolhas ruins também, em vez de só culpar o “sistema”. Verdade. Seus próprios eleitores tinham que se responsabilizar mais pela péssima escolha que gerou resultados tão medíocres, só pela cor da pele ou pela retórica sensacionalista. Carisma, afinal de contas, Lula também tinha! O importante é capacidade de gestão, arcabouço ideológico, e nisso Obama deixa muito a desejar.

Na economia, seu governo foi um fiasco. Aumentou o grau de intervencionismo estatal, de “salvamento de empresas” pelo estado, o endividamento explodiu, e o PIB não cresceu mais do que 3% ao ano, a média americana, em momento algum. Ou seja, “apesar” de todo o ativismo do governo Obama, o fato é que a economia teve um desempenho pior do que medíocre.

Do lado geopolítico os Estados Unidos só pioraram. Aproximaram-se apenas de Cuba e Irã, afastaram-se de países aliados como Israel, e viram o crescimento do poder do ISIS e do terrorismo. A situação na Síria saiu de controle, e tudo isso comprova que a bela retórica pacifista de Obama não consegue entregar resultados na prática.

Já sua principal marca, o Obamacare, é outro fracasso, e deverá ser inclusive abolido pelo Congresso republicano. Seu programa populista de saúde serviu para encarecer o seguro para a classe média, como alertado pelos liberais. Obama sabe como se vender bem, só não é capaz de entregar o que prometeu depois. Ou seja, parece mais um vendedor talentoso meio 171 do que um gestor eficiente.

Só que esse sujeito é idolatrado pela mídia, quase toda ela de esquerda, encantada pelas ideias “progressistas”. Esse foi o maior problema: enquanto Obama ia abusando do direito de errar, os “jornalistas” mantinham relativo silêncio, ou pior, elogiavam “o cara”, pois vivem numa bolha ideológica, preferem o mundo da estética ao dos fatos. E Obama sabe explorar bem isso, é o presidente das celebridades de Hollywood, dos “intelectuais” famosos, da elite culpada.

E para encerrar em seu melhor estilo demagogo, repetiu o bordão de sua campanha, “Yes, we can”. Ou seja, a turma de esquerda vive mesmo de aparências, de ilusões. Mesmo depois de oito anos de governo, de uma derrota humilhante de seu partido para uma figura como Donald Trump, Obama insiste na propaganda, e só na propaganda. Sim, nós podemos! Eles não fizeram de fato, mas eles “podem”. Eles podem continuar enganando aqueles que desejam ser enganados, contando com a ajuda especial da grande imprensa…

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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