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Rodrigo Constantino

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O palco Brasil e o esquerdismo de Gramsci

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Por Paulo Bressane, em O Tempo

Estamos vivenciando a pior crise econômica já registrada em nossa história. Foram anos impiedosos, anos em que os contrastes nesse palco Brasil foram demonstrados de forma categórica por um poder público que pensava no próprio umbigo e não tinha compromissos econômicos sustentáveis para alavancar o bem-estar social. Há 14 anos a coluna vem criticando não só o petismo e o estado interventor mas também o ainda pior esquerdismo gramsciano, cujas premissas almejam a conquista do poder de forma lenta e imperceptível, utilizando a “luta de classes” como um dos principais instrumentos para a “revolução socialista”. Nos últimos anos, os brasileiros foram desavergonhadamente iludidos por um partido criminoso, e hoje estão expostos a um estado de lamúria jamais vivenciado em nossa história. Mas o petismo não está só nesse palco.

O ESQUERDISMO DE ANTONIO Gramsci (1891-1937) não está presente apenas nas hostes “intelectuais” do PT, ele é difundido, entre outros, por “progressistas” infiltrados nos demais partidos de esquerda, na imprensa e nos órgãos de comunicação social, assim como por professores que ministram em todos os níveis educacionais. Para eles, os “golpistas”, são cegos que não enxergam a “realidade” que tentam nos impor. Para esses “progressistas”, a cruel recessão econômica que vivenciamos passa pelas intempéries internacionais e um pseudo domínio social orquestrado pela “hegemonia burguesa”, mas nunca pelos graves erros e crimes dos governos petistas e aliados. Temos de dar um basta a isso, não podemos continuar sendo cúmplices de maniqueísmos classistas.

OS PROBLEMAS no palco Brasil não se restringem à desigualdade socioeconômica – convenientemente sustentada pelo paternalismo do estado –, eles atingem a nossa alma, pois segundo o Misery Index da Bloomberg, o Brasil está entre as dez economias mais infelizes do planeta, entre 63 países pesquisados. Os esquerdistas bois de presépio, que acham que estão lutando pelo bem-estar social, precisam se conscientizar de que nosso vaivém de atrasos econômicos se deve a um arcaico pensamento voltado para a concessão de direitos. As pessoas precisam entender que a conquista de bens e serviços deve ser alcançada por meio do trabalho privado, afinal, o estado não produz nada, mas é mestre em gastar os resultados de grande parte de tudo que produzimos, e essa sim seria uma boa luta.

 

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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