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Rodrigo Constantino
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Obama admite que não esperava vitória de Trump pois vive numa bolha e perdeu o contato com o povo americano

Um milagre! Em ato de rara sinceridade, o ainda presidente Obama reconheceu que não esperava a vitória de Donald Trump pois vive numa bolha e perdeu o contato com o povo americano. Ele acha que fez um bom trabalho em permanecer ligado ao povo, mas admitiu que o cargo demanda uma bolha, e que eventualmente se perde o “pulso” da população. Vejam o momento da entrevista em que Obama afirma que “a bolha é a bolha”:


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E se o cargo em si já é uma bolha, o que dizer, então, da esquerda caviar no poder? Cercado de bajuladores, de “jornalistas” puxa-sacos, de artistas engajados, de “intelectuais” que juram falar em nome do povo, mas que encaram os pobres como mascotes ou pura abstração, a bolha acaba se intensificando ainda mais para alguém como Obama. O nível de adulação foi bizarro, e a imprensa, à exceção da Fox News, viveu um verdadeiro caso de amor com o presidente, o que é sempre terrível para a democracia.

Vejam, por exemplo, o vídeo patético que celebridades de Hollywood gravaram para a despedida do presidente Obama:

É constrangedor! A esquerda caviar, em sua bolha, vive muito mais da estética do que da realidade. Ela precisa acreditar que Obama foi o máximo, que o “primeiro presidente negro” e com foco na “justiça social” deixou um legado e tanto. Nada mais falso, nada mais longe da verdade!

Não importa que a tensão racial, com movimentos como o Black Lives Matter, esteja em patamar acima de quando Obama assumiu, supostamente para representar a era pós-racial na América. Não importa que seu programa de saúde, o Obamacare, tenha encarecido o custo de seguro para os mais pobres, como alertado pelos liberais. Não importa que o ISIS tenha conquistado espaço e tocado o terror no mundo. Não importa que o desempenho econômico tenha sido medíocre. Não importa que somente com Cuba e Irã os Estados Unidos tenham melhorado relações na era Obama.

Os fatos não importam, pois é preciso insistir na narrativa, no sonho, na visão estética do mundo. Obama parece um cara legal, adota um discurso bonitinho, e tem a “cor certa” de pele. Logo, seu legado tem que ser positivo. Mesmo que não tenha sido. Mesmo que tenha sido o contrário.

A cobertura que a nossa imprensa tem feito de seu legado é ainda mais ridícula do que a americana. O que o GLOBO escreveu neste domingo foi bizarro. As reportagens pareciam saídas diretamente do departamento de marketing do Partido Democrata. Cheguei a comentar no meu Facebook: “Se fizerem uma radiografia nas partes íntimas de Obama vão encontrar os ‘jornalistas’ do GLOBO pendurados lá. As reportagens de hoje sobre seu legado estão patéticas demais. É só bajulação…”

E, de fato, como um leitor comentou, se derem um chute no saco do presidente, a Leilane quebra os dentes! É por conta desse tipo de postura dos “jornalistas” e das celebridades que Obama ficou ainda mais fechado em sua bolha, sem compreender o que o povo americano efetivamente pensava sobre seu governo. Trump venceu, e a mídia ficou em choque, assim como os atores de Hollywood e os “intelectuais”. Assim como o próprio Obama.

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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