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Rodrigo Constantino

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Obama restringiu SIM a entrada de iraquianos em 2011

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Por Adolfo Sachsida, publicado pelo Instituto Liberal

A controvérsia atual refere-se a decisão de Trump de impedir a entrada de cidadãos de sete países nos Estados Unidos por 90 dias. Esse artigo não defende medidas desse tipo, elas me parecem equivocadas. O objetivo desse post é demonstrar, por números, que decisão similar havia sido tomada anteriormente por Obama contra os iraquianos em 2011.

A grande mídia condenou Trump por essa decisão. Em resposta Trump alegou que Obama tinha feito o mesmo e por mais tempo contra os iraquianos em 2011 (afinal a restrição imposta por Trump foi de 90 dias contra os 180 dias de restrição impostos por Obama). A choradeira na mídia foi grande, e rapidamente surgiram as versões de que as restrições impostas por Obama eram diferentes das de Trump.

Vejamos o que os dados dizem. Caso queira averiguar por você mesmo, os dados online podem ser obtidos aqui, e aqui. A primeira coluna refere-se ao ano, a segunda ao número de refugiados que chegaram aos EUA, a terceira é o percentual de refugiados iraquianos em relação ao total de refugiados, e a quarta coluna é a posição no total de refugiados que entraram nos EUA.

Em quatro dos cinco anos o Iraque foi o país que teve o maior número de refugiados entrando nos Estados Unidos. Apenas no ano de 2011 (ano da medida restritiva de Obama) caiu para terceiro. O número de refugiados iraquianos em 2011 caiu quase a metade do ano anterior. Somente no ano de 2013 o número de refugiados iraquianos retornou ao padrão anterior a medida restritiva de Obama.

Refugiados Iraquianos chegando aos Estados Unidos:

2013: 19,487 (27.9%) (1º)
2012: 12,163 (20.9%) (1º)
2011: 9,388 (16.7%) (3º)
2010: 18,016 (24.6%) (1º)
2009: 18,838 (25.3%) (1º)

Digam o que quiserem, mas os dados são claros: Obama aprovou em 2011 uma medida duríssima contra refugiados iraquianos. Não é absurdo dizer que ao menos 9 mil refugiados iraquianos foram diretamente afetados pela medida de Obama. Os que gritam e ficam indignados hoje são os mesmos que se calaram (ou fingem que a medida de Obama não era tao dura) frente a essa restrição duríssima aprovada por Obama contra refugiados iraquianos (muitos dos quais fugiam do Iraque justamente por terem ajudado as tropas americanas).

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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