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Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Onde está Freixo? Cadê as ONGs da Paz? Será que cantar “Imagine” combate o crime?

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Por Adolfo Sachsida, publicado pelo Instituto Liberal

Quem gosta de criminoso é marginal, rico, ou intelectual, pobre odeia bandido!

O Rio de Janeiro está um caos, está claro que o Estado não tem como manter a ordem em partes importantes da cidade. Como chegamos nessa situação?

1) Ideias malucas de esquerda, tais como criminalizar o policial e vitimizar o bandido é certamente o principal determinante do caos atual de violência pública vivido no Rio de Janeiro e em todo o Brasil. Hoje o policial é refém de um sistema que criminaliza praticamente todos os seus atos. Num país onde o policial não pode agir o criminoso abusa da violência. Ou no jargão popular, “quando o gato sai o rato faz a festa”.

2) ONG’s que nunca abriram a boca para manifestar seu repúdio ao gigantesco número de policiais assassinados, mas sempre prontas a gritar quando um assassino perde a vida. Ninguém defende o assassinato de marginais, mas num confronto com a policia não podemos criminalizar um policial que mata o bandido para salvar sua vida.

3) PSOL, PT, e vários outros partidos de esquerda, representados muito bem pela figura de Marcelo Freixo. Suas ideias de que bolhas de sabão e cantar “Imagine” combatem o crime, suas ideias de deslegitimar a polícia, de fingir que tudo é uma questão de conversar, de dizer que os bandidos são violentos, pois a polícia é violenta criaram um ambiente propício a propagação da criminalidade. Pior: acuaram e deixaram na defensiva os bons policiais que ficaram impotentes diante de tamanhas críticas e processos judiciais.

4) Intelectuais: aqueles que inventam artigos dizendo que existem crimes raciais no Brasil (mesmo que seus resultados não confirmem isso), ou ainda fingem que o problema do Brasil é o feminicídio (mesmo com a taxa de homicídios entre homens sendo 12 VEZES mais alta que a de mulheres), ou que dizem que o problema é a perseguição a alguma minoria, ou inventam outro espantalho qualquer. MENTIRA! A violência no Brasil é generalizada. Se existe algum grupo perseguido em nosso país são os policiais (esses sim com taxas assustadoras de mortalidade). Infelizmente, ao aumentarem artificialmente a magnitude de determinado problema (e diminuir a relevância dos crimes mais sérios) os intelectuais desviam RECURSOS PÚBLICOS escassos para locais onde eles são pouco eficientes. Ao dar destaque a crimes que podem até ser importantes, mas não são a prioridade, desviam-se recursos de onde eles são mais necessários e urgentes. O resultado é a explosão da criminalidade.

5) O estatuto de desarmamento: ao desarmar a população civil, e não conseguir desarmar os bandidos, o risco do crime para o marginal foi reduzido. O resultado óbvio foi o aumento da criminalidade. Cabe ainda destacar que com a queda do número de policiais e a explosão da violência é covardia deixar o cidadão comum desarmado, sem chance alguma de defender sua vida, sua família e sua propriedade.

6) A imprensa: seus especialistas sempre prontos a criminalizar o policial, sempre prontos a dizer que prender não resolve, sempre pronta a elogiar políticos de esquerda e criminalizar os deputados que pregam leis mais duras contra o crime (apelidando-os de bancada da bala, por exemplo), dizendo que melhor do que construir presídios é construir escolas (como se alguém discordasse disso), ou ainda de passar a falsa impressão de que 60.000 homicídios por ano não é algo sério, tem também parte nesse problema. Quando alguém defende prender bandidos, valorizar o policial, e armar o cidadão a imprensa o trata como um radical de extrema direita, alguém que não deve ser levado a sério. Já aqueles isentões sempre prontos a culpar o sistema são retratados positivamente na grande imprensa.

7) Nosso sistema legal que simplesmente não mantém na cadeia presos de alta periculosidade, mas estranhamente pune duramente alguns crimes menores. Saidão de natal, saidão de dia das mães, saidão de festa junina (sim, existe isso no Distrito Federal). Outro detalhe refere-se à expressiva redução nas penas propiciada pela lei de execução penal (a duração das penas aumentou no Código Penal, mas a duração média das penas é dada pela LEP – Lei de Execução Penal).

8) Nosso sistema policial completamente sucateado: a chance de encontrar o autor de um assassinato, conseguir as provas necessárias, e prendê-lo é próxima de zero no Brasil. Menos de 5% dos assassinatos no Brasil resultam num réu sentenciado e preso. Se a taxa de encarceramento para assassinos é assim, imagine então quão baixa é para crimes como roubo e furto. Com punições tão baixas a criminalidade no Brasil cresce a passos largos.

9) O Estatuto da Criança e do Adolescente: quando uma criança decide matar e estuprar ela deve ser tratada como adulto,  e ser punida como tal. Infelizmente, no Brasil, temos marginais usando e abusando das salvaguardas desse estatuto para praticar a criminalidade e a barbárie.

10) Um sistema educacional completamente falido que ainda por cima esta impregnado com gangues dentro das escolas. Aliado a isso, a constante propaganda esquerdista de desrespeito às autoridades tradicionais minou completamente a autoridade do professor em sala de aula. O resultado é uma crescente violência dentro da escola. A sensação de impunidade, a baixa qualidade da educação em várias escolas e a falta de respeito a ordem estimula muitos desses jovens a ingressarem em atividades ilícitas.

11) A desestruturação da família: várias famílias passaram ao Estado a obrigação de educar seus filhos. Famílias desestruturadas, sem interesse de educar, ausência de bons exemplos no seio familiar, noção de impunidade, tudo isso contribui para aumentar a violência.

12) Políticos covardes que se curvaram ao politicamente correto para ganhar “likes”, e deixaram a população sofrer com o crescimento exponencial da violência.

Tudo que a esquerda pediu em termos de segurança pública ela recebeu. Existe apenas uma única exceção: o aborto. A esquerda argumenta que o aborto poderia combater a criminalidade futura. Mesmo essa medida foi em boa parte flexibilizada. Todas as outras medidas que a esquerda sugeriu para combater a criminalidade foram colocadas em prática nos últimos 20 anos. O resultado é a explosão da violência em nosso país.

Em resumo, a situação atual da violência em nosso país é decorrência direta das políticas de segurança pública defendidas pela esquerda. Talvez esteja na hora de colocarmos em xeque as ideias que nos trouxeram a essa situação calamitosa.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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