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Rodrigo Constantino

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Os foucaultianos sofisticados querem soltar bandidos, mas vão entregar o poder a Bolsonaro

DF - SENADO/BOLSONARO - POLÍTICA - O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) é visto no   plenário do Senado, em Brasília (DF), nesta   terça-feira.    11/02/2014 - Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

A esquerda já tem sua solução mágica para o problema nos presídios: soltar bandidos! No fundo, a afinidade da esquerda com a marginalidade vem de longa data. É caso de amor mesmo, de empatia narcísica, de identificação no estilo, de interesses comuns.

Por isso a turma de esquerda fica em polvorosa quando a direita prega mais presídios para combater a impunidade. Se chegamos à ousadia de pregar, como já fiz aqui, mais presídios e menos escolas, numa hipérbole que serve para mostrar como nossas escolas não têm servido para afastar a juventude da ilegalidade, aí o pessoal surta na histeria.

Mas os argumentos estão aí para quem quiser vê-los. Além do ótimo artigo de Mauad para o Instituto Liberal, em que compara a demagogia do brizolista Darcy Ribeiro com a robustez argumentativa de Gary Becker, recomendo ao leitor a coluna de Luiz Felipe Pondé hoje na Folha, em que fala dos “foucaultianos sofisticados” que ficam “indignados” com os massacres em presídios durante seus queijos e vinhos, e querem soltar mais bandidos nas ruas. Diz Pondé:

[…] esse tema dá aos foucaultianos um gozo que beira o orgasmo porque Foucault achava que soltando os presos faríamos a verdadeira revolução. Será que ele alguma vez teve que encarar algum bandido querendo mata-lo?

O PCC chega mesmo a tirar lágrimas de alguns foucaultianos com sua declaração de fundação regada a direitos humanos. Uma das razões que torna muito do que os intelectuais falam risível é o fato de que vivem uma vida muito segura em seus casulos corporativos em universidades blindadas ao conhecimento e a qualquer tipo de risco.

Para foucaultianos sofisticados, os bandidos são vítimas da ordem social repressiva e mostram em seu comportamento a doença social, por isso, os trancamos nas cadeias para “esquecermos” de nossa patologia social. Esse tom surgiu em algumas indignações, mas com um certo cuidado porque essa moçada está um pouco assustada com a “revolta dos burros”.

[…]

Pois é. Os populistas atuais crescem na mesma medida em que insistimos em pensar que vivemos uma “revolta dos burros”, mesmo que não digamos dessa forma explícita. A inteligência está tão acostumada com queijos e vinhos que esquece o tal do povo.

Os populistas crescem na mesma medida em que os “burros” sentem que o sistema político profissional e os inteligentes não estão nem aí pra eles. Por isso sentem que os inteligentes “só defendem os bandidos”. Um adendo: existe “burro” preto e pobre e “burro” branco e rico, ok?

Enquanto essa elite “progressista” continuar idealizando marginais e pregando “soluções” românticas, a classe média “burra” e “alienada”, do tipo que defende Trump e abomina a GloboNews, vai continuar clamando por alguém que coloque ordem nessa bagunça, custe o que custar. São os “inteligentinhos” que vão colocar o poder nas mãos de Jair Bolsonaro. Podem apostar.

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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