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Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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A política nacional será capaz de atrair o novo?

FILE - In this Dec. 29, 1988, file photo President Ronald Reagan waves to onlookers as he arrived in Palm Springs, Calif.  If your're a fan of former President Ronald Reagan and you live in Wisconsin, you'll get a new day starting next winter to celebrate. A provision in the state budget that takes effect July 1, 2011, establishes Feb. 6 as Ronald Reagan Day. It's a symbolic measure to celebrate the Gipper's birthday and has no impact on state spending. (AP Photo/Doug Mills, File)

É desse tipo de novidade que precisamos em nossa política. (AP Photo/Doug Mills, File)

“Eu achava que a política era a segunda profissão mais antiga. Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira”. – Ronald Reagan

O melhor presidente americano das últimas décadas era também um excelente frasista. E sem dúvida capturou bem a essência da política, um ofício muito similar àquele das meretrizes. Mas como o próprio Reagan demonstrou na prática, a política também pode ser o lugar de gente séria, comprometida com as próximas gerações, não apenas as próximas eleições.

Se as pessoas decentes levarem a sério a ideia de que política é um ambiente fadado a ser dominado somente por crápulas e corruptos, aí que ela será assim mesmo. Sem dúvida não devemos alimentar falsas esperanças, abraçar utopias ou se deixar levar pelo romantismo. É justamente por reconhecer o mecanismo de incentivos perverso e a natureza humana que os liberais pregam menos governo e mais liberdade.

Dito isso, é claramente possível ser sério, competente e entrar para a política. Por anos as pessoas sérias se afastaram dela, com razão. A qualidade do Congresso só piorava, os partidos não têm base programática ou ideológica, e quando as têm é para o lado errado, apontando na direção do socialismo. Quem sério vai querer participar de algo assim?

Mas há ventos de mudança no ar brasileiro. Jovens como Marcel Van Hattem e Paulo Eduardo Martins mostram que há cada vez mais espaço para liberais e conservadores participarem da política sem ceder à politicagem. Se deixarmos o caminho livre, os socialistas e os safados vão ocupá-lo integralmente, pois em política não há vácuo de poder.

Muita gente me perguntava quando eu iria para a política, e minha resposta era invariavelmente a mesma: “O que eu fiz contra você?”. Estava expressando essa ideia geral de que não se trata de um meio decente. E continuo achando que ainda é assim, em termos gerais. Mas precisamos mudar essa realidade. Afinal, a política brasileira já contou com gente do calibre de um Joaquim Nabuco. Por que não podemos resgatar isso?

Reconheço que não é bem o meu perfil. É preciso saber engolir mais sapos do que estou acostumado. No mais, acho que a política é a ponta de chegada, de execução das ideias liberais e conservadoras, e igualmente ou mais importante é ter gente batalhando nesse lado, na divulgação das ideias. Cada um com seu perfil e estilo, com sua vocação e suas habilidades. Os empresários brasileiros costumam desprezar a batalha das ideias, focando apenas na política, mas precisam entender que um não funciona sem o outro.

Portanto, pretendo continuar aqui, labutando incansavelmente em prol das boas ideias, do liberalismo com algum viés conservador no campo moral, a receita que funcionou nos países desenvolvidos. E fico muito feliz de ver que cada vez mais gente boa e séria está disposta a ir para a política, mudar esse país atrasado, lutar pela nossa liberdade bem no ninho das serpentes. São fundamentais nessa guerra, que é cultural e política.

Gente como o engenheiro Leandro Lyra, pré-candidato do NOVO a vereador no Rio de Janeiro. No vídeo abaixo, Lyra fala com clareza, objetividade e simplicidade invejáveis, no melhor sentido da palavra, por que decidiu entrar para a política, por que escolheu o NOVO e por que decidiu disputar uma cadeira na Câmara Municipal do Rio. Vale a pena assistir:

Nem preciso fazer o disclaimer: sou filiado ao NOVO. Mas tal filiação é, na verdade, a comprovação de que acredito no que falo. Afinal, não defendo o NOVO por ser filiado a ele, e sim aceitei pela primeira vez na vida me filiar a um partido político por reconhecer nele algo diferente, mais sério e liberal. Meu apoio vai até quando houver tal afinidade e alinhamento, e também farei de tudo dentro de minhas possibilidades para que isso aconteça por muito tempo. Não exijo perfeição, pois isso não existe, muito menos no mundo político; mas cobro coerência com os ideais liberais.

E da mesma forma que o NOVO conta com meu apoio, inclusive oficial por meio da filiação, outros candidatos com viés liberal ou conservador (de boa estirpe) terão o mesmo tipo de ajuda. Afinal, o mais importante aqui é ocupar os espaços hoje dominados pela esquerda e começar a mudar o Brasil para valer, de modo a resgatarmos a admiração e o respeito por nosso país. Vamos em frente, pois há muito que ser feito…

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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