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Rodrigo Constantino
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Por que você deve abandonar a agenda coletivista e defender os direitos individuais?

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Por Roberto Rachewsky, publicado pelo Instituto Liberal

Quando se quer combater a discriminação legal, aquela através da qual o governo subtrai direitos ou concede privilégios promulgando leis arbitrárias, há apenas um conjunto de princípios que se deve defender e que é capaz de reagir contra tal ilegitimidade e injustiça, o individualismo.

Ser individualista é se postar contra todo tipo de discriminação legal que venha a ferir os direitos individuais. Denunciar a discriminação legal contra todos significa denunciar a discriminação legal contra qualquer indivíduo ou grupo de indivíduos.

Entende-se que muitos grupos se formam para defenderem direitos porque são discriminados legalmente por alguma particularidade, seja de gênero, orientação sexual, cor, religião, o que for. A união em torno de uma determinada agenda traz visibilidade e mobiliza com maior apelo aqueles que têm um objetivo comum por causa das suas características pessoais. Esse coletivismo reagente induzido, é quase que inevitável, mas seria muito mais eficaz se, em vez de se lutar contra a discriminação legal particularizada, se lutasse em nome do individualismo.

Não se pode confundir a luta por direitos, legítima e desejável, com a luta por privilégios, ilegítima e indesejável, que necessariamente implica a tentativa de suprimir direitos alheios para se obter ganhos imerecidos através de algum tipo de ação afirmativa do estado.

Quando o governo, através do seu poder coercitivo, privilegia alguém, ele está subtraindo direitos de outra pessoa. o que é imoral e contrário ao papel que deveria exercer que é o de promover a justiça, ou seja, que cada um tenha o que merece pelos seus feitos; e a segurança, ou seja, que cada um, independentemente das suas peculiaridades, estará protegido do uso de violência por terceiros ou poderá se auto defender legitimamente. Então, quando se unem aqueles que querem defender os direitos das mulheres, dos homens, dos consumidores, dos trabalhadores, dos empreendedores, dos católicos, dos judeus, dos ateus, dos muçulmanos, dos negros, dos índios ou dos brancos, deveriam na realidade defender apenas os direitos individuais, inalienáveis e pertencentes a qualquer indivíduo.

O individualismo não deixa de ver as diferenças entre os seres humanos, ele apenas entende que essas diferenças são irrelevantes no contexto social e não servem para determinar qualquer ação governamental. Cabe ao governo, apenas, proteger o indivíduo, independente de gênero, orientação sexual, cor, religião, renda, nacionalidade ou o que for.

Defender direitos individuais alegando uma agenda coletivista é uma contradição. Defende-se com coerência e integridade direitos que estão sendo violados promovendo o individualismo e defendendo-se a ideia da inalienabilidade dos direitos individuais que todos possuem.

Afinal, se for para defender os direitos violados de uma minoria, que se defenda a menor minoria que há, o indivíduo.

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Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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