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Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Precisamos falar sobre os sapatos de Melania Trump?

O furacão Harvey fez com o Texas o que o PT fez com o Brasil: espalhou sofrimento, deixou um rastro de destruição e várias pessoas desamparadas, sem nada. É o momento de focar nas vidas em risco, de ajudar as pessoas necessitadas, não de fazer politicagem.

Mas eis que, em meio a esse cenário de caos, várias revistas e jornalistas acharam que o foco adequado era criticar as roupas da primeira-dama. Melania Trump apareceu no hangar para pegar o helicóptero com sapatos de salto-alto, e de repente muitos na mídia pensaram que esse era o tema mais relevante do dia.

Atacar Trump tem sido uma obsessão, e dá para compreender o motivo pelo qual os sapatos da FLOTUS (sigla para First Lady of the United States, que Melania ostenta com orgulho até em boné) despertaram tanto interesse: a alternativa era falar sobre o crescimento de 3% da economia, acima do esperado e longe do apocalipse que a mesma imprensa vendia caso Trump fosse eleito.

Melhor espetar o casal com base nos sapatos de Melania mesmo. The New York Times, Washington Post, Vanity Fair, Politico e Vogue: todos escreveram editoriais sobre esse assunto altamente relevante para o público. Não importa que a distância entre o pórtico da Casa Branca e o hangar seja de 200 pés apenas. Não importa que essa não era a roupa com a qual ela sairia no Texas inundado (de fato, ela usava tênis Adidas na ocasião, o que finalmente silenciou a imprensa). O objetivo era só achar mais um pretexto para alfinetar o casal.

Stephen Miller escreveu um texto na Fox News lamentando a “mesquinhez” da imprensa. Ele questionou o discurso feminista de “empoderamento da mulher”, que não encontra em Melania um ícone apenas por motivos ideológicos (Michelle Obama era idolatrada pela turma). E concluiu: “Enquanto a mídia profissional estiver dedicando 800 palavras para um par de sapatos de Melania Trump, os americanos não estarão inclinados a escutar a uma só [palavra] sobre escândalos reais sobre esse presidente”.

A alcunha de “Fake News” que o próprio Trump colocou na mídia mainstream pegou por conta desse tipo de atitude. É uma mídia partidária, torcedora, obcecada, que consegue criticar até o laquê usado pelo presidente como ameaça ao planeta, ou então analisar que a letra da primeira-dama revela uma personalidade “pouco generosa”. É simplesmente patético!

Portanto, fica a pergunta: precisamos mesmo falar sobre os sapatos de Melania Trump? E isso quando milhares de texanos precisam de toda a ajuda que for possível? O “jornalista” Caio Blinder achou que sim, por exemplo, e escreveu um tuíte sobre isso, que já apagou. Ele perguntava se era “politicamente correto” falar sobre o sapato da primeira-dama, e eu respondi que era apenas prova de obsessão e falta do que fazer.

Mas há um motivo importante pelo qual devemos falar dos sapatos de Melania, e esse motivo é expor um dos fatores que levam certas figuras para a esquerda e o feminismo (hoje sinônimos). Chama-se recalque, inveja. O socialismo, afinal, é pouco mais do que a idealização da inveja. E enquanto os conservadores prezam a beleza, que é fundamental para a vida, muitos esquerdistas têm feito de tudo para detonar o conceito do belo, por revolta, ressentimento, inveja.

Eis aí a mais barulhenta nas críticas às vestimentas de Melania Trump: Lynn Yaeger. Ela escreve para a Vogue, revista de moda. É a senhora com cabelos vermelhos (ou seria peruca?), à direita, para que o leitor não tenha dúvidas. A outra é justamente a primeira-dama Melania Trump:

Como perguntou Alexandre Borges ao divulgar a imagem: caso encerrado?

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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