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Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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A tentativa da esquerda de definir a direita: é mais fácil bater num espantalho!

A esquerda, após décadas de hegemonia cultural e política, está em polvorosa, apavorada com a tal “onda conservadora”. É a prioridade de um FHC, por exemplo: em vez de impedir a volta do PT ao poder, o ex-presidente tem muito mais medo de um Bolsonaro da vida.

Na prática, o povo brasileiro sempre teve um viés mais conservador, ao menos em costumes. Várias pesquisas mostram isso. O que faltou sempre foi representação cultural e política, o que está mudando, graças às redes sociais e ao fracasso petista no poder. Ou seja, agora o povo está tendo mais voz.

Diante disso, e assustada, o que faz a esquerda? Precisa demonstrar que é tudo uma mentira, que não há esse elo entre pensamento popular e direita. E como fazer isso? Ora, os vários movimentos esquerdistas criados recentemente, com a máscara de moderados acima da disputa entre esquerda e direita, e que contam com verbas polpudas de milionários estão bancando “pesquisas” para mostrar que o povo, no fundo, não adere às teses da direita.

E quais teses são essas? Uma delas: bandido bom é bandido morto! E quais seriam as teses da esquerda, de acordo com tais pesquisas? Você se importa com os pobres? Você acha que deve haver melhores oportunidades para todos? E por aí vai.

É, na realidade, um esforço da esquerda em criar uma narrativa caricata a direita, e enganosa da esquerda, monopolizando os fins nobres, para que mais gente seja considerada de esquerda e menos de direita. Um truque barato, pérfido, manjado, mas que nem por isso será abandonado, pois esquerda é sinônimo de falta de compromisso com a verdade.

A direita criada pela narrativa esquerdista até tem certo apoio dos entrevistados, o que retrata o grau de desespero da turma: imagina se perguntas mais honestas fossem apresentadas! O resultado seria uma derrota acachapante das teses de esquerda. Agora imagina uma pesquisa feita com a mesma desonestidade, mas com viés de direita.

Seria algo assim: Você acha que o governo deve tomar aquilo que os indivíduos produziram em nome da igualdade e distribuir privilégios para políticos e burocratas? Você acha que ONGs de abortistas e maconheiros deveriam ser sustentadas pelo trabalhador por meio de impostos? Você acha que crianças devem tocar em homens estranhos nus em nome da arte? Você acha que a Venezuela é um bom exemplo para o Brasil seguir?

Pois é: acho que a adesão às teses de esquerda seria quase nula, restando apenas os ricos que apoiam o PSOL e a Rede. E podemos imaginar a adesão às teses de direita, se questões pertinentes fossem colocadas, como estas: 1) Você é favor de dar mais autonomia ao indivíduo e concentrar menos poder e recursos no estado? 2) Você acha que o governo deve financiar artistas e sindicalistas engajados? 3) Você é a favor da redução da maioridade penal, de penas mais duras para marginais e de assegurar ao cidadão correto seu direito de legítima-defesa por meio da posse de armas?

E por aí vai. Vamos testar a adesão da população brasileira às teses de direita, sem estas serem definidas pelo preconceito da esquerda? Mas sabemos porque a esquerda morre de medo de um debate sério desses. É que seria quase impossível ela vencê-lo. Muito mais fácil criar estereótipos e bater em espantalhos, não é mesmo? E olha que ainda assim a esquerda está apanhando… dos espantalhos!

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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