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Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Texto inaugural – uma apresentação

É com muito orgulho que começo esse blog na VEJA. Considero uma honra estar ao lado de colunistas como Reinaldo Azevedo, Ricardo Setti, Augusto Nunes, entre outros. Espero contribuir à altura para a qualidade desse time de respeito, com opiniões embasadas e bons argumentos em defesa da liberdade.

O que esperar deste novo colunista? Para quem já me acompanha nas colunas do GLOBO ou no meu antigo blog, não haverá mudança de estilo ou conteúdo. Aos que passam a me conhecer agora, segue uma breve carta de apresentação.

Sou economista formado pela PUC-RJ, com MBA de Finanças no Ibmec, e trabalhei no mercado financeiro pelos últimos 15 anos. Tenho 37 anos, casado, com uma filha de 11 anos. Sou membro-fundador do Instituto Millenium, e presidente do Instituto Liberal. Fui o vencedor do Prêmio Libertas no XXII Fórum da Liberdade, em 2009. Sou autor de sete livros: “Prisioneiros da Liberdade”; “Estrela Cadente: As Contradições e Trapalhadas do PT””; “Egoísmo Racional: O Individualismo de Ayn Rand”; “Uma Luz na Escuridão”; “Economia do Indivíduo: O Legado da Escola Austríaca”; “Liberal com orgulho”; e “Privatize Já“.

Feitas as apresentações formais, vamos ao que interessa: tenho receio de rótulos, pois eles podem confundir e são simplistas; mas sem ter como fugir deles, eu me defino como um liberal clássico. Sigo em boa parte a linha de pensamento dos principais nomes associados a essa doutrina político-econômica. Coloco no topo das minhas hierarquias a liberdade individual, contra os diferentes tipos de coletivismo, que encaram os indivíduos de carne e osso como meios sacrificáveis em nome de bem abstratos “maiores”, tais como raça, classe ou nação.

Os conceitos de direita e esquerda andam bastante deturpados, especialmente no Brasil após o regime militar, associado à direita. Feita essa ressalva, eu não teria muito problema em me reconhecer como alguém de direita, se nomes como Ronald Reagan e Margaret Thatcher vierem à mente do leitor como ícones dessa vertente política. Estarei em boa companhia.

Defendo a democracia representativa e republicana, não por ela levar a escolhas maravilhosas, mas sim porque é a melhor forma de eliminar erros sem derramamento de sangue. Esta era a visão de Karl Popper, de Ludwig von Mises e tantos outros, que foi sintetizada de forma brilhante por Churchill: “A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que já foram tentadas”. A “voz do povo” não é a voz de Deus, e toda tirania deve ser condenada, inclusive a da maioria.

Sou uma pessoa cética, não afeita a utopias românticas. O leitor pode esperar deste blog uma leitura sempre desconfiada diante de eventos que empolgam multidões. Alguns diriam que sou pessimista, mas prefiro me ver como alguém realista, que não sucumbe facilmente à tentação de deixar as emoções dominarem a razão. Cobro de mim mesmo maior frieza para analisar os fatos.

Acredito que a economia de mercado é uma das maiores conquistas da humanidade. Movidos por interesses pessoais, nem sempre nobres, em busca do lucro, indivíduos são levados, neste ambiente de livre concorrência, a oferecer aos demais, bens e serviços por eles demandados. O mercado não é um Deus, uma panaceia; mas funciona. Com as devidas instituições respaldando as regras do jogo, ele é capaz de realizar verdadeiros “milagres”, como tirar milhões da miséria, o estado natural dos seres humanos.

Apesar de ser um economista, não pretendo falar somente de economia, até porque considero que uma sociedade precisa de sólidos valores morais para funcionar adequadamente. Considero que a batalha pela liberdade começa, acima de tudo, no campo dos valores. A liberdade não se sustenta em um vácuo cultural, ou em uma sociedade que esgarçou seu tecido social.

Não pretendo me alongar nesse primeiro texto introdutório, pois o leitor irá tirar suas próprias conclusões ao longo do tempo. O que posso prometer a todos é um compromisso absoluto com a honestidade intelectual. Não me julgo detentor da Verdade com V maiúsculo, e longe de mim desejar ser infalível. Mas procuro sempre buscar as verdades, sem medo de admitir erros, e sem aceitar qualquer tipo de patrulha.

Espero criar, aqui, um ótimo ambiente de debate, calcado nos argumentos, evitando ofensas pessoais. Comentários críticos serão aceitos e bem-vindos, desde que focados em argumentos. Somente por meio dessa conversa poderemos progredir, avançar rumo a um país mais livre e próspero.

Infelizmente, o debate político-econômico no Brasil ainda está em estágio muito atrasado, refém de equívocos ideológicos bastante ultrapassados. Por aqui, ainda temos que perder tempo atacando o socialismo, já devidamente refutado teórica e empiricamente, enterrado na lata do lixo da História. Mas, se muitos ainda sonham com essa utopia assassina, que trouxe apenas miséria e escravidão ao mundo, paciência: teremos que mostrar sua face real sob o manto do altruísmo e da igualdade. O socialismo pode ter mudado de embalagem em alguns casos, mas ainda persiste na ilusão de muitos.

Enfim, mãos à obra! Sejam muito bem-vindos a este blog, que não dará sossego aos inimigos da liberdade, e que não será pautado pela patrulha politicamente correta ou por interesses mesquinhos de curto prazo. Estamos aqui para debater ideias e defender o modelo liberal em um país onde o liberalismo nunca deu o ar de sua graça. Como dizia Roberto Campos, ele passou mais longe do Brasil do que Plutão da Terra! Vamos, juntos, reverter esse lamentável quadro. Esse blog dará sua humilde contribuição a essa batalha.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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