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Rodrigo Constantino

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Trump fala grosso com tiranos e o resultado é um mundo mais seguro

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Por Ricardo Bordin, publicado pelo Instituto Liberal

Donald Trump, desde que assumiu a Casa Branca, causou inúmeros conflitos militares entre nações e jogou a humanidade em um inferno nuclear com suas declarações bombásticas e infantis dirigidas a líderes governamentais: este seria o mundo em que estaríamos vivendo se a expectativa (e os anseios) do estamento midiático tivessem ido ao encontro da realidade — coisa que raramente ocorre, aliás.

“Trump está prestes a desencadear a 3º guerra mundial!”: eis o alarme padrão dos ativistas de esquerda travestidos de jornalistas toda vez que o presidente americano, por meio de discursos e ações, afronta regimes totalitários desrespeitadores das mais básicas liberdades individuais de seus cidadãos.

Trump criticou com acrimônia os ditadores socialistas de Venezuela e Cuba e adotou medidas administrativas visando desmantelar sua dominação?

Quer desestabilizar a paz na América Latina, o “fascista” (que reduz impostos, regulações e nem quer ouvir falar em restringir compra e posse de armas; curioso, no mínimo)!

Trump está apoiando os protestos do povo iraniano contra a teocracia islâmica que mais presta apoio a terroristas internacionais e oprime sua população desde 1979, e ainda decide não renovar a certificação do ultra-camarada acordo firmado por Obama — o qual punha em risco toda a civilização ocidental, Israel em especial?

Quer riscar um fósforo no barril de pólvora do Oriente Médio, o satanás encarnado!

Trump autorizou o bombardeio de uma base militar síria logo após imagens chocantes de crianças morrendo asfixiadas por gás sarin correrem o mundo?

Ora, este maluco está pondo a América em rota de colisão com outra potência nuclear (Rússia, que apoiava Bashar al-Assad contra os revolucionários), alguém o detenha urgentemente! (Sem alardear, de preferência, que o ataque constituiu um gesto puramente simbólico contra a atrocidade, já que os Estados Unidos mudaram a estratégia até então adotada por Barack Hussein e cessaram o apoio às forças rebeldes que convulsionavam o país, permitindo que a coalização entre curdos e forças internacionais libertasse inúmeras cidades outrora tomadas e fazendo com que o ISIS perdesse praticamente todo o território que havia conquistado na região).

Enfim, são muitos os casos em que virtualmente toda a imprensa deu de barbada que o homem que bebe água de maneira infantil e usa spray fixador de cabelo que afeta a camada de ozônio (sério, isto foi pauta jornalistica em 2017) estava pondo nossas vidas em risco ao falar grosso e agir com pulso firme contra tiranos mundo afora, para então depois, após o decurso de alguns meses, silenciar por completo sobre o assunto — sim, pois admitir que a postura adotada pelo “homem laranja” era a mais correta é ato impensável para estes supostos analistas que torcem para ver o circo pegar fogo nas mãos de Trump.

Mas o mais recente deles é, com certeza, também o mais emblemático. Em discurso proferido na sede da ONU ano passado, Trump ameaçou varrer a Coréia do Norte do mapa caso Kim Jong Un não parasse de ameaçar Japão, Coréia do Sul e USA com seus mísseis nucleares — os quais, aliás, só existem porque Bill Clinton, em 1994, afrouxou a fiscalização no país comunista por meio de um acordo absurdo,  atitude criticada por Trump já em 1999:

A reação da mídia? O mesmo procedimento padrão: “que horror, corram para os abrigos subterrâneos e bunkers, façam estoque de comida e água, por que não votaram na hillary, tão progressista?”.

Kim Jong Un não cedeu facilmente à pressão de Trump, e desafiou o presidente americano para uma guerra de bravatas pelas redes sociais, além de seguir com seus testes militares provocativos — até o dia em que navios chineses foram flagrados levando petróleo para a Coréia do norte. Trump deu um puxão de orelha em público no pessoal do PCC, com quem recém havia assinado um acordo comercial bilateral multibilionário.

Com a expectativa de que a China passaria, então, a cumprir as sanções impostas pelo resto do mundo, a escassez se avizinhava da Coréia do norte (já que o comunismo não permite que outra coisa além de fome e escravidão sejam produzidas). Como blefe final, Kim ameaça a América dizendo que o botão para ativar seu ataque nuclear está sempre em sua mesa, ao que Trump responde dizendo que seu botão é maior e funciona.

Correu um frio na espinha de cada correspondente internacional de notícias: onde se viu agir assim, de forma tão irresponsável? Jorge Pontual foi tomar um banho de sais pra se acalmar na mesma hora.

Mas eis que, apenas algumas horas depois deste último episódio insólito, Kim Jong Un restabelece um canal de comunicação com a Coréia do Sul que havia sido desconectado desde 2015. Ele ainda entra em contato com Seul para negociar as condições para que a equipe esportiva do Norte participe dos jogos olímpicos de inverno em PyeongChang, no Sul. Já ocorreram até mesmo reuniões entre os representantes das delegações.

Por fim, o presidente da Coréia do Sul declara que Trump possui “muito crédito” pela reaproximação entre os vizinhos da península da Coréia. Não é a primeira vez que os Estados Unidos limpam a barra dos sul-coreanos, a propósito:

Agora, claro, a mídia irá fazer um mea culpa por ter apavorado seus consumidores de conteúdo uma vez mais (o que costuma render muitos cliques, dinheiro e fama), e admitir que julgou os atos de Trump erroneamente, pela enésima oportunidade, pedindo-lhe desculpas. Já estou até sintonizando na CNN aqui. Já vai começar…

É de espantar que, no ano que completamos oito décadas desde que o vergonhoso Acordo de Munique foi firmado por Chamberlain, esperando boa vontade de Hitler e Mussolini, o que custou muito caro para a civilização ocidental, a quase totalidade da imprensa ainda não entenda que palavras e ações duras contra tiranos são essenciais para justamente prevenir que se chegue às vias de fato. Ditadores sabem quando estão diante de governantes sem vigor, incapazes de lhes deixar claro que atitudes hostis não ficarão sem resposta.

Trump dizia a seus eleitores, durante a campanha em 2016, que estava na hora de parar de gastar dinheiro dos pagadores de impostos com guerras além-mar. E o seu jeito de lidar com tiranos conduz o mundo exatamente nesta direção: quando a maior potência militar do mundo mostra que está de olho, a chance de que alguém se arrisque a bancar o engraçadinho reduz-se drasticamente.

A frase de seu secretário de Defesa, General Mattis “mad dog”, durante entrevista coletiva esta semana, diz mundo sobre esse estratagema que deixa os Democratas arrancando os cabelos: perguntado sobre qual sua maior preocupação em 2018, ele respondeu: “Como você sabe, eu não tenho preocupações; eu as crio (para os outros)”.

Quem sabe ele não dá um curso para nosso Ministro de Relações Exteriores Aloysio “motorista do Marighella” Nunes. Ele bem que anda precisando

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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