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Tecnologia

Aparelhos mudam a vida de diabéticos

Apesar do desenvolvimento acelerado de novas formas de tratamento da doença, preço alto impede acesso dos pacientes aos equipamentos

Maria Eduarda passou a ter uma nova vida depois da bomba de insulina. Devido ao preço alto, Justiça determinou que Estado cubra os custos do seu tratamento |
Maria Eduarda passou a ter uma nova vida depois da bomba de insulina. Devido ao preço alto, Justiça determinou que Estado cubra os custos do seu tratamento
 
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Novas tecnologias – que vão de bombas de insulina com controle bluetooth a medidores de glicemia que se conectam a smartphones – têm mostrado que há maneiras mais confortáveis do que as velhas picadas de agulha para controlar a diabete, cujo tratamento dura a vida toda. Os novos equipamentos foram apresentados dia 23 de março no 2.º Congresso La­­tino-Americano sobre Controvérsias e Consensos em Diabete, Obesidade e Hi­pertensão, no Rio de Janeiro.

Um exemplo das novidades é a evolução rápida das bombas de infusão de insulina. Elas substituem as injeções, com uma bomba ligada ao corpo por um cateter e uma agulha, inserida na região subcutânea. O equipamento tenta imitar o funcionamento de um pâncreas comum, mas a cada refeição o paciente é responsável por informar a contagem de carboidratos e programar o aparelho.

O endocrinologista e editor de tecnologia do portal da Sociedade Brasileira de Diabetes, Marcio Krakauer, afirma que as bombas já são usadas há dez anos no Brasil, mas o número de pacientes que optam por ela é pequeno. “Temos mais ou menos 3 mil bombas sendo utilizadas no país, mas o ideal seria que esse equipamento atingisse 10% dos pacientes com diabete tipo 1, o que equivale a 10 mil pessoas.”

O chefe do serviço de en­­docrinologia pediátri­ca do Hospital Nossa Senhora das Graças, Mauro Scharf, se considera um entusias­ta das tecnologias. Ele esteve presente na 5.ª Conferência Internacional para Tecnologias Avançadas e Tratamento para Diabete, em Barcelona, em fevereiro, e voltou com várias novidades (leia mais ao lado). “A nova geração já nasce com essa facilidade de lidar com as novas tecnologias, o que possibilita uma autonomia maior”, diz.

Mas Scharf considera que o grande problema é a falta de acesso dos diabéticos a essas novidades. “Eles ficam felizes com as evoluções, mas para muitos o preço é inacessível. O maior problema não é o valor do aparelho, e sim as constantes manutenções”, diz.

Para Krakauer, da So­­cie­­dade Brasileira de Diabetes, o preço é uma das razões para que as bombas de insulina não sejam tão difundidas, mas afirma que existem barreiras dos próprios médicos. “É complexo o aprendizado de todos os parâmetros, por isso muitos médicos acabam nem indicando”, diz. Ele observa que a situação nos Estados Unidos é diferente, pois os seguros pagam o material. Lá, há cerca de 400 mil bombas sendo usadas por diabéticos do tipo 1.

Educação

As novidades não são apenas no controle da diabete. A educação também já entrou na era da tecnologia. “Temos vários aplicativos, tanto para o sistema iOS quanto para o Android, explicando o que é a doença, passando dietas e receitas”, conta Krakauer. Uma barreira para muitos brasileiros é o fato de a grande maioria desses aplicativos ser em inglês, mas já existem alguns em português.

Um desses aplicativos foi lançado na semana passada na Apple Store brasileira. O Diamigo, que foi idealizado com apoio de Scharf, promete ajudar em uma das tarefas mais corriqueiras dos diabéticos: a contagem de carboidratos. Com tabelas do De­­partamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes, o paciente pode digitar o que vai comer e o aplicativo dirá a dose sugerida de insulina, de acordo com as recomendações médicas e a quantidade de carboidratos ingerida. O grande diferencial é que o programa é todo em português e gratuito, porém, por enquanto, só está disponível para o sistema iOS.

*A jornalista viajou a convite da Sanofi Brasil.

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