Domingo, 05/09/2010
Nesta época do ano é comum os bancos de sangue registrarem uma queda significativa em seus estoques. Isso devido ao carnaval, quando os acidentes de trânsito e cirurgias de emergência são mais frequentes. Antes de colaborar, livre-se dos medos, dúvidas e mitos sobre a doação de sangue. E ainda ganhe desconto em eventos artísticos e culturais
Quem pode doar
Qualquer pessoa entre 18 e 65 anos, com peso acima de 50 quilos e em perfeitas condições de saúde. É importante estar descansado e bem alimentado, evitando comidas gordurosas e não ter ingerido bebidas alcoólicas quatro horas antes do exame. Basta apresentar um documento oficial com foto em uma unidade da rede Hemepar (Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná). Consulte www.saude.pr.gov.br
Dói?
Doar não dói nem oferece qualquer risco de se contrair doenças, porque a coleta é feita com agulha descartável, diz Cristina Richter, assessora de suporte ao usuário do Hemepar. “É de 450 ml a quantia padrão de sangue retirado. O organismo repõe este volume nas 24 horas após a doação”. O procedimento leva em torno de 30 minutos. Antes de ser liberado, o doador faz um lanche e bebe líquidos à vontade.
Não engorda nem emagrece
Muitos pensam que ser um doador pode engrossar o sangue ou torná-lo mais “ralo”, que a pessoa pode engordar ou emagrecer, ou que doar sangue pode viciar. A verdade é que a coleta não renova nem purifica o sangue do doador. Mulheres em período menstrual podem doar, desde que em dia de fluxo menos intenso. Não há risco de que doadores frequentes se tornem anêmicos nem torna obrigatório que a pessoa doe sempre. Segundo Richter, é recomendado que homens façam um intervalo de 90 dias e mulheres de 60 dias entre cada doação.
Meia-entrada
O editor de blogs Alessandro Martins, 35 anos, é doador regular desde 2001 e só há um ano soube que poderia pagar meia-entrada no cinema. Desde 2002, a Lei 13.964 assegura que doadores têm 50% de desconto em locais públicos de cultura, esporte e lazer no Paraná. Para ter direito ao benefício, basta fazer a carteirinha da Secretaria de Estado da Saúde, que fica pronta em até 15 dias e é enviada à casa do doador. “O altruísmo deve ser suficiente para doar, mas o desconto é um incentivo”, conclui Martins.
Não pode doar
Quem teve hepatite B e C após os 10 anos de idade, malária a menos de 6 meses, contraiu aids, doença, de Chagas, sífilis, sofre de epilepsia, tem leucemia ou diabetes. A pessoa também não pode estar com gripe ou febre no dia da doação. Outra recomendação é evitar comportamentos de risco em relação à aids. Apenas depois de um ano pessoas com tatuagens e piercings podem doar sangue. O mesmo vale para quem recebeu transfusão ou passou por cirurgia de grande porte. Mulheres grávidas ou amamentando não podem doar.
Medula óssea
A estimativa de doadores compatíveis pode chegar a até uma pessoa para cada 100 mil. Para contribuir com os Bancos de Doadores de Medula Óssea basta ter entre 18 e 55 anos e estar em boas condições de saúde, observando as mesmas recomendações e restrições da doação sanguínea. Segundo Marcelo Veiga, médico do serviço de Hemoterapia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o procedimento leva 40 minutos em centro cirúrgico, onde a pessoa recebe anestesia peridural ou geral e, através de punções, a medula é retirada do interior dos ossos da bacia. “Em 15 dias a medula se recompõe totalmente e já na primeira semana ela pode voltar às suas atividades normais”, explica Veiga.
No Paraná, apenas o HC/UFPR, em Curitiba, realiza o procedimento.
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Serviço
Hospital de Clínicas da UFPR: (41) 3360-1800. Disk-Sangue Hemepar: (41) 3262-7676 e 0800-6454555. Horários: segunda à sexta-feira das 7h30 às 18h30 e aos sábados das 8 às 17 horas.
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