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Incidência de câncer colorretal cresce entre os jovens

Tumores no cólon e no reto em pacientes de 20 a 30 anos vêm se tornando mais frequentes, segundo pesquisa dos EUA. Causas são desconhecidas

  • The New York Times
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Pesquisa recente da Sociedade Americana do Câncer mostra um aumento acentuado de câncer colorretal em jovens de 20 e 30 anos. A pesquisa analisou a incidência de tumores no cólon e reto pelo ano de nascimento e descobriu que as taxas caíram constantemente para pessoas nascidas antes de 1950, mas vêm aumentando para todas as gerações depois dessa.

A causa, ou causas, do aumento ainda não são claras para os cientistas. Apesar de os números de cânceres ligados ao papilomavírus humano, o HPV, terem subido nos últimos anos, esse vírus causa principalmente o tumor cervical, o do fundo da garganta e do ânus (câncer anal e retal são diferentes), e os pesquisadores não acreditam que comportamentos sexuais ou o HPV estejam causando o crescimento dos números de casos de tumores de cólon ou reto.

Entre os sinais de alerta estão sangue nas fezes, sangramento retal ou fezes escuras ou pretas. O sangue liberado pelo tumor pode parecer bem vermelho ou escuro, sinal de que foi quebrado no intestino. Perda de peso inexplicável ou não intencional e cansaço também são sintomas. Podem acontecer problemas digestivos gerais, como cólicas abdominais persistentes, dor por causa de gases ou na lombar, sensação de inchaço ou uma mudança em hábitos na hora de defecar que dure mais do que alguns dias, como diarreia, constipação, fezes mais estreitas do que o habitual ou uma sensação de que o intestino nunca se esvazia completamente.

Muitos sintomas semelhantes aos do câncer colorretal podem ser benignos ou estar relacionados a outras condições médicas e, por isso, o diagnóstico é difícil de ser feito em jovens, dizem os especialistas. A anemia por deficiência de ferro, por exemplo, comum em mulheres com menstruações pesadas, também pode ser um sinal de câncer colorretal.

“Não queremos criar uma situação de pânico. A frequência com que a doença acomete os jovens ainda é relativamente baixa, mas estamos vendo um crescimento”, afirma o doutor Mark Pochapin, diretor de gastroenterologia do Centro Médico Langone da Universidade de Nova York (EUA). Segundo ele, os novos dados “dão um alerta para ficarmos mais vigilantes. Precisamos que os médicos percebam que o câncer colorretal é possível em pacientes jovens e, se eles estão tendo sintomas como sangramento retal, pode ser algo mais sério. Os sinais em pessoas mais jovens não devem ser descartados”.

Dicas

Exames de rotina para câncer colorretal não são recomendados em pessoas com menos de 50 anos consideradas dentro do risco normal porque o número de casos é tão baixo que testes universais provavelmente fariam mais mal do que bem, dizem os especialistas. As colonoscopias, por exemplo, exigem sedação e podem causar complicações sérias, como perfuração do intestino, em uma pequena porcentagem dos casos. Mas testes de laboratório não invasivos podem ser feitos para detectar sangue ou marcadores de DNA nas fezes.

Então, o que a pessoa média das gerações X e Y deve fazer?

“Encontre um clínico geral em quem confie e estabeleça um relacionamento com o profissional quando está bem de saúde”, diz Pochapin. Assim, se você desenvolver sintomas preocupantes, “pode ser atendido por alguém que já conhece. Muitos jovens ficam envergonhados de falar sobre essas coisas”.

Outra dica é conhecer sua história familiar e compartilhar isso com o médico. Alguém de sua família teve câncer colorretal ou pólipos pré-cancerosos removidos? “Se você tem um parente de primeiro grau – pais ou irmãos – que tiveram câncer de cólon aos 50 anos”, por exemplo, “deve fazer os exames aos 40 anos”, ou dez anos antes, diz a doutora Renee Willians, professora assistente de Medicina da Escola de Medicina da Universidade de Nova York e gastroenterologista do Centro Hospitalar Bellevue. Algumas condições médicas, como síndrome do intestino irritável e outros tipos de cânceres também podem aumentar o risco.

Conhecer o seu corpo também é importante. Saiba o que é normal para você, avisa Anne Carlson, diretora executiva da Coalisão o Câncer de Cólon. “Conheça seu corpo”, inclusive suas fezes, e “fique atento a mudanças”. Se seu médico não está se preocupando o suficiente, insista.

Hábitos alimentares saudáveis – com uma dieta rica em frutas, vegetais e fibras e com pouca comer carne vermelha, grelhada ou muito processada em grandes quantidades –também são importantes. Obesidade, fumo, uso pesado de álcool e estilo de vida sedentário também estão associados a um maior risco de desenvolver a doença.

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