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Tecnologia melhora a visão do brasileiro

Novos recursos aumentam a segurança nas cirurgias e permitem que mais pacientes operem para corrigir problemas de visão

  • Vitor Geron, especial para a Gazeta
 
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Miopia, hipermetropia e astigmatismo são os nomes de alguns dos principais inimigos de quem usa óculos e lentes de contato. Estima-se que a miopia atinja 20% da população ocidental e este número está crescendo nos últimos anos, segundo o oftalmologista Hamilton Moreira, diretor clínico do Hospital de Olhos do Paraná.

Com mais pessoas precisando corrigir a visão, o investimento na área é grande e faz com que novas técnicas e soluções cirúrgicas apareçam todos os anos.

Para Moreira, há indícios de que o fato de as pessoas passarem grande parte do tempo desenvolvendo atividades em ambientes fechados, como ficar em frente ao computador no escritório, contribui para o aumento do número de míopes entre os ocidentais. Ele lembra que o grau de miopia costuma estabilizar no início da vida adulta, por volta dos 21 anos nas mulheres e 24 nos homens. O mesmo ocorre com o astigmatismo. Já a hipermetropia é um problema que costuma afetar as pessoas desde o nascimento e pode diminuir com o passar dos anos.

Cirurgia

Além dos óculos e lentes de contato, as cirurgias a laser já são consideradas uma forma comum de corrigir problemas da visão que estão estabilizados. O oftalmologista Marco Canto, diretor da Clínica Canto, explica que este recurso não é indicado quando o paciente tem uma córnea sem estrutura física adequada para suportar esta operação ou algum outro problema de saúde. "Córneas muito finas, pouco espessas ou com sinais degenerativos não podem ser operadas. Quando o paciente tem outros problemas de saúde ocular, como catarata ou glaucoma, também não é indicado", diz Canto. Estas restrições costumam afetar de 15% a 20% dos pacientes que buscam corrigir a visão com cirurgia.

Novas técnicas

Existem duas novidades no mercado que podem aumentar o número de pacientes aptos a realizarem cirurgias de correção. Em Curitiba, Canto e Moreira já trabalham com o recurso do femtosecond laser. "A córnea é viva, tem células. Antes de existir esse laser era necessário fazer uma raspagem ou usar uma espécie de lâmina para levantá-la, como a capa de um livro", explica Moreira. O novo aparelho cria um espaço embaixo da córnea por meio da emissão de raios laser, para que a cirurgia de correção seja feita sem desgastar a estrutura. "A cirurgia fica totalmente computadorizada, bem mais segura e rápida", diz Canto.

A outra novidade é a lente intraocular Acrysoft Cache Phakic, que é colocada entre a córnea e a íris de maneira definitiva por meio de cirurgia. A lente foi aprovada no fim de maio pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e deve ser utilizada em pacientes com alto grau de miopia ou com uma córnea inapropriada para uma cirurgia a laser. "Quando o paciente tem mais de oito graus de miopia, dificilmente a cirurgia a laser pode ser feita. Esta lente será muito útil para quem tem até 16 graus de miopia", conta Moreira.

A expectativa é de que as duas técnicas beneficiem pacientes com miopia, hipermetropia e astigmatismo. Mesmo assim, os custos que envolvem estas operações são altos – mais de R$ 6 mil.

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