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Verão, a temporada de pedra no rim

Homens são mais afetados, mas crianças e mulheres, especialmente as grávidas, também precisam se cuidar

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Calor, férias, churrasco com amigos, porção de camarão, cerveja gelada... A diversão ideal de muitos adultos para o verão também pode causar problemas de saúde, se não forem tomados alguns cuidados. Um dos problemas mais comuns para esta época do ano é o cálculo renal, a popular “pedra no rim”.

“O verão é a estação dos cálculos renais”, explica o urologista Francisco Fonseca, de São Paulo. Segundo ele, aproximadamente 10% das pessoas que procuram serviço de emergência nesta época estão com problemas no rim.

O médico explica que as altas temperaturas causam desidratação e, com isso, a urina fica mais concentrada, o que reduz o pH urinário. Isso leva a um quadro que facilita a formação de cálculos de cistina, de ácido úrico e dos cálculos com participação de cálcio. Um agravante é a maior exposição ao sol e ao aumento de vitamina D pelo corpo, o que eleva a produção de cálcio.

Prevenção

A prevenção mais básica para evitar cálculo renal é a hidratação adequada. As bebidas alcoólicas geladas podem causar a sensação de frescor, mas é preciso atenção, pois elas são diuréticas. Segundo Fonseca, é necessário consumir até mais do que os 2 litros diários de água recomendados para manter a hidratação em nível ideal.

Para saber se você está se hidratando corretamente, o médico dá uma dica. “Quem urina com frequência e expele líquido de cor clara está bem hidratado”. Sucos cítricos também são indicados, pois ajudam a neutralizar o ácido das proteínas animais. Refrigerantes, por sua vez, pelo alto teor de sódio e açúcar, são contraindicados.

Alimentação

O churrasco, um ótimo programa para ser feito ao ar livre nos dias quentes de verão, traz problemas em duas frentes. O consumo excessivo de proteína animal aumenta a excreção urinária de cálcio, oxalato e ácido úrico, favorecendo a formação de pedras no rim. Isso vale para todos os tipos de proteína animal: peixe, carne bovina, suína e de frango. No caso do churrasco, o uso excessivo de sal também é nocivo.

Em publicação acerca dos mitos e verdades sobre pedras no rim, o Hospital Sírio-Libanês esclarece que os frutos do mar também aumentam o risco da doença. Isso porque alimentos como camarão, lula, lagosta, caranguejo, entre outros, são muito ricos em sódio. O consumo desses produtos mais de uma vez na semana já é capaz de levar a um quadro que favoreça o cálculo renal, se não forem tomadas outras medidas preventivas.

Perfil

Segundo estimativa do Centro de Referência para a Saúde do Homem, de São Paulo, os homens são os mais afetados. Fonseca também destaca que mulheres grávidas têm mais propensão a ter pedras no rim, especialmente nos dois últimos trimestres da gravidez. O Hospital Sírio-Libanês também esclarece que, apesar do cálculo renal afetar principalmente pessoas de 20 a 50 anos, crianças também podem desenvolver o problema.

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