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Lista de falecimentos - 07/09/2015

Aramis Saboia da Silveira: o entusiasta do aeromodelismo, das artes e do halterofilismo

Aramis Saboia da Silveira | Arquivo da família
Aramis Saboia da Silveira (Foto: Arquivo da família)

O curitibano Aramis Saboia da Silveira tinha a arte como o guia de sua vida. Desde muito jovem mostrava talento para o desenho. Retratava paisagens, pessoas e situações cotidianas. Como profissão, escolheu a engenharia civil, por meio da qual poderia profissionalizar a sua arte. Formou-se, em 1953, pela Universidade Federal do Paraná e logo iniciou a carreira como engenheiro. Trabalhou no Departamento de Águas e Energia, atualmente a Copel, onde, entre idas e vindas, ficou até meados dos anos 1990.

“Ele fazia tudo com muita paixão e dedicação. Era um entusiasta e um apaixonado pelas suas funções”, destaca o filho Aramis de Souza. Pela grande dedicação que tinha ao trabalho, participou de grandes projetos. Um deles foi a construção de uma usina hidrelétrica na foz do Rio Chopim, no Paraná. Comandou também a construção da Ponte Colombo Salles, uma das três que substituíram a histórica, que era de ferro, em Florianópolis, em Santa Catarina.

Apaixonado por aviação, quando jovem, tentou servir à Aeronáutica, mas não conseguiu entrar nas Forças Armadas. Mais tarde, recebeu a oportunidade de guiar a carreira também por esse caminho. Foi convidado para dar aulas de engenharia no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e também para estudar engenharia aeronáutica na instituição. Formado, trabalhou também como mecânico de aviões. Desde que entrou no ITA, sonhava em construir aeronaves, mas não teve a oportunidade de realizar totalmente o desejo, já que a Embraer só foi criada 15 anos mais tarde. Apaixonou-se então pelo aeromodelismo, esporte que se tornou o maior hobby.

Aliou o talento para desenho, a formação em engenharia e a paixão pelos aviões para desenvolver seus próprios aeromodelos. O entusiasmo pela modalidade não foi pequeno, a dedicação aos treinos era diária e ele foi um dos primeiros a utilizar o radiocontrole no aeromodelismo. Participou de inúmeros campeonatos e ganhou vários. Foi campeão brasileiro e sul-americano. Em algumas conquistas utilizou modelos construídos por ele mesmo.

Quando jovem, Aramis se preocupava não só com os estudos, mas também com a saúde. Precisava ganhar massa muscular. Começou, ainda garoto, a praticar exercícios e descobriu no halterofilismo uma nova paixão. O espírito entusiasta mais uma vez ditou a relação com esse hobby. Treinava todos os dias e competia sempre que podia.

Mesmo com muitas ocupações, Aramis foi um pai, um marido e um avô muito presente. Casado desde 1954 com Cecy, teve três filhos, oito netos e dois bisnetos. Tinha orgulho do fato de todos os filhos e netos serem formados ou estarem cursando o ensino superior. “A educação sempre foi uma das maiores preocupações dele. Era o espelho de toda a família”, conta o filho Aramis. Na vida dos filhos, a influência do pai era evidente: Maria Helena se tornou artista plástica; Simara, uma empreendedora, puxando a veia matemática do pai; e Aramis de Souza é desembargador, mas também tem paixão por aviões.

Além de engenheiro, halterofilista e aeromodelista, Aramis foi também pintor. Foi o responsável pelos retratos dos ex-presidentes do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, que estão expostos na instituição. Entre todas as ocupações, ainda arrumou tempo para escrever um livro. Colocou no papel todas as memórias e passagens da vida.

O curitibano foi internado para tratar uma trombose na perna direita. Durante o período no hospital, diversos órgãos tiveram as funções comprometidas. Aramis teve falência múltipla dos órgãos. Deixa esposa, três filhos, oito netos, dois bisnetos, nora e genros.

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