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Comportamento

Tinder muda o jeito de paquerar virtualmente

Aplicativo é um dos mais baixados e aponta potenciais pretendentes que estejam no mesmo raio de distância

19/10/2013 | 00:20 |
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Foi-se o tempo em que era preciso ficar na frente do computador, em casa, sozinho, para procurar paquera na internet. Graças à tecnologia móvel, isso já é coisa de outras décadas. Hoje, a possibilidade de achar uma paquera vai aonde você quiser. E ficou muito mais fácil e recíproca.

Um dos aplicativos mais baixados para gadgets da Apple comprova a vontade das pessoas de se conhecerem e se sentirem seguras para a primeira chegada. Baseado na localização de cada usuário, o Tinder, app para Android e iOS, funciona como um catálogo de encontros. Depois de fazer login com o perfil no Facebook, o aplicativo mostra quem está no mesmo raio de distância.

Entrevista

Justin Mateen, criador do Tinder

“O aplicativo é o que você faz dele”, diz criador do app

Aos 27 anos, o americano Justin Mateen viu o aplicativo que criou com o amigo Sean Rad decolar nos downloads da App Store e Google Play. Embora o serviço seja mais usado no Brasil para paquera, ele conta que o objetivo do Tinder não se restringe apenas a unir casais.

É verdade que você conheceu sua namorada por meio do Tinder?

Bem, eu conhecia ela antes, mas não tive a oportunidade de falar com ela. Eu me conectei com ela pelo Tinder, sim.

O aplicativo no Brasil é muito usado para paquera...

O objetivo do Tinder é descobrir novas pessoas, e não só para relacionamentos amorosos. Já fazemos 2 milhões de matches no mundo inteiro, e o que as pessoas querem fazer desses relacionamentos e dessas introduções depende apenas delas. O Tinder não é um aplicativo para pegação, mas esse é o primeiro tipo de uso que vem à cabeça delas. Mas ouvimos histórias todos os dias de pessoas que encontraram colegas de quarto e parceiros para atividades esportivas. Mesmo assim, mais de cem pedidos de casamentos já foram feitos por causa do Tinder.

O Tinder, no futuro, pode ser usado como rede de negócios?

Com o desenvolvimento do produto, quando chegar a hora certa, vamos tornar mais fácil para pessoas se conhecerem no contexto de negócios, sim.

Há uma quantidade grande de redes sociais. Uma delas é o Facebook, difícil de competir. Quando você fundou o Tinder, a ideia era se diferenciar de tudo que já existia à época?

O Facebook faz um trabalho maravilhoso para ajudar você a se conectar com o grupo de amigos. O que queremos fazer é dedicar um serviço para que as pessoas comecem novos relacionamentos. Pode ser até com alguém que já conhece, mas nunca teve a oportunidade de conversar. E tudo isso é com tecnologia móvel, não existe um site.

Ao navegar pelos perfis (para homens e mulheres), há duas possíveis escolhas: apertar o botão do coração, a ação para demonstrar interesse, ou o X, que descarta a pessoa. Se há interesse mútuo, quando duas pessoas concordam que querem se conhecer, a função de bate-papo aparece na tela. A lógica é simples: você só conhece as pessoas que querem lhe conhecer. De match em match (o termo usado para as combinações feitas pelo app), o Tinder virou o queridinho de quem quer descobrir gente nova e fica à espera da famosa mensagem: “It’s a match!”. Quando isso acontece, é meio caminho andado para a conquista.

Segundo o próprio Tinder, o Brasil já é um dos cinco países que mais utilizam o app e o número de usuários por aqui cresce de 5% a 10% por dia. O tempo de uso também surpreende. Em média, cada usuário entra 11 vezes por dia no aplicativo e passa sete minutos em cada vez.

Para Eduardo Bianchi, que se dedica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) ao estudo de aplicativos, apps como o Tinder possibilitam que as pessoas tenham relações diferentes com a cidade. “Os aplicativos tentam recriar a própria cidade a partir dos hábitos sociais de cada um”, comenta.

Pamela Quiroz, professora de Sociologia da Universidade de Illinois, em Chicago, que pesquisa sites de relacionamentos desde a década de 1990, avalia que antes era excepcional usar um serviço para encontrar paquera. “Hoje, é mais normal, como se fosse uma outra maneira qualquer de conhecer pessoas. Quando comecei meus estudos, as pessoas que entravam em sites para conhecer outros solteiros tinham mais de 25 anos. Hoje, a faixa se expandiu”, analisa.

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