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Todo mundo “pinando”

Sensação da internet em 2012, o Pinterest é uma rede social usada especialmente por mulheres e com forte apelo visual

  • Breno Baldrati
A designer Cassiana Mazanek usa o Pinterest como um local para buscar referências: mais de 500 “pins” em um mês |
A designer Cassiana Mazanek usa o Pinterest como um local para buscar referências: mais de 500 “pins” em um mês
 
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Todo mundo “pinando”

Depois de tuítar e curtir, a moda agora é “pinar”. O neologismo é uma referência ao site Pinterest, a rede social apontada como a grande sensação da internet em 2012.

De acordo com o site de notícias de tecnologia Mashable e a empresa de referência visual Lemon.Ly, o Pinterest é a rede social que mais rápido atingiu a marca de 10 milhões de usuários únicos ao mês na história da web. Se você ainda não viu seus amigos do Facebook “pinando” alguma coisa, é grande a chance de isso vá acontecer em breve.

A proposta do Pinterest não é exatamente nova – organizar e compartilhar informações en­­contradas na internet –, mas a maneira como permite que isso seja feito conquistou os usuários – especialmente as usuárias. As mulheres representam 56% dos registrados do site e 97% do total de pessoas que deram like na página do Pinterest no Facebook.

O site funciona como uma versão digital dos murais de cortiça para guardar recados, conforme o próprio nome da empresa: uma mistura de “pin” (alfinete, em inglês) e “interest” (interesse). Ao instalar uma extensão no browser, basta um clique para “pinar” qualquer imagem que achar interessante. Outra opção é navegar pelo próprio site e “repinar” imagens de outros usuários. Com o tempo, o usuário vai construindo um banco de imagens com seus interesses.

O sucesso da rede social parece estar ligado principalmente a dois fatores: a facilidade em usar o site e a ênfase no visual, mais preocupado com imagens do que com textos. As fotos também podem ser separadas por pastas temáticas, ou “boards”, apelando para o senso de organização de quem utiliza o serviço.

Os usuários vêm encontrando todo o tipo de uso para o site. Amantes da cozinha podem organizar suas receitas, noivas registram dicas para o casamento e algumas pessoas até separam suas pastas pelo nome do cômodo da casa – e “pinam” ideias de decoração para cada um deles.

A designer Cassiana Mazanek começou a utilizar o site há pouco mais de um mês e já conta com mais de 500 pins. Ela diz que tem usado o site mais como um local para buscar referências do que como uma rede social. “Separo meus ‘boards’ por interesses específicos. Tenho uma pasta de tipografia, que é um assunto bastante ligado ao meu trabalho, e também tenho pastas de moda e de fotos, por exemplo. O legal é que é um lugar que você encontra de tudo e está sempre sendo atualizado”, diz ela.

Negócios

O Pinterest também está despertando o interesse de várias marcas, que encontraram no site uma maneira de entender me­­lhor o comportamento do consumidor. A “wishlist”, ou lista de desejo, é uma das pastas mais comuns nos perfis dos usuários. A própria rede social está tirando proveito disso. Caso o clique em algum “pin” se reverta numa compra em uma das grandes lojas de varejo dos EUA, como a Amazon ou a Target, o Pinterest recebe uma porcentagem do valor da venda. O Pinterest nunca havia anunciado que lucrava com os cliques, mas o site LLsocial.com, em uma série de posts, explicou na semana passada como funciona a prática da empresa.

Por enquanto, o site ainda não é aberto para todos os usuários e só é possível fazer uma conta se você receber um convite.

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