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Grávida e de malas prontas para viajar

Com alguns cuidados básicos nos meses mais críticos da gravidez, as gestantes podem viajar sem problemas. Não há risco nem para a mãe, nem para o bebê

Publicado em 24/06/2010 |
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 / A regra geral (Anac e Iata): é que a partir do sétimo mês é preciso apresentar atestado médico para viajar de avião e, depois do oitavo mês, só acompanhada de um médico responsável. Mas cada companhia tem suas regras Ampliar imagem

A regra geral (Anac e Iata): é que a partir do sétimo mês é preciso apresentar atestado médico para viajar de avião e, depois do oitavo mês, só acompanhada de um médico responsável. Mas cada companhia tem suas regras

Barrigudas na estrada

Com um doutorado para concluir no Rio de Janeiro, a professora Anna Beatriz da Silveira Paula, 43 anos, passou quase a gravidez inteira (até o sétimo mês) em ponte aérea de Curitiba para a cidade carioca.

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Dicas básicas

- Deve-se evitar viajar nos três primeiros meses porque os sintomas, tais como enjoos, azias e vômitos, são mais recorrentes e podem se agravar dependendo do tipo da viagem ou comida diferente da que se está acostumado.

- O último mês também exige um cuidado a mais, já que é possível (dependendo da gestação) ter um parto prematuro.

- A regra geral (Anac e Iata) é que a partir do sétimo mês é preciso apresentar atestado médico para viajar e, a partir do oitavo, só acompanhada de um médico responsável. Mas cada companhia tem suas regras, consulte as exigências da empresa aérea escolhida.

- Quando estiver viajando, procure não ficar sentada o tempo todo. A circulação pode ficar prejudicada e os pés inchados. Tente sempre se alongar, colocar as pernas para cima e, quando possível, caminhar.

- Cuidado com as comidas de avião ou lanches rápidos nas paradas de ônibus. Alimentos pesados ou diferentes podem provocar enjoos, vômitos ou azia.

- Quando for ao banheiro, a bordo do avião ou dentro do ônibus, cuidado para não cair. Por causa do barrigão, toda grávida fica com o equilíbrio comprometido e qualquer balanço na viagem pode funcionar como um empurrão. (LH)


Já diziam os antigos: gravidez não é doença. Ginecologistas e obstetras concordam e afirmam que entrar para o hall das mamães não significa abdicar de coisas prazerosas, como viajar. Com alguns cuidados básicos nos meses mais críticos da gestação, não há perigo algum em colocar o pé e a barriga na estrada. “As gestantes não só podem, como devem viajar. Não há nenhum problema em passear desde que a gestação não seja de risco. O que aconselhamos é que se evite viajar nos três primeiros meses porque os sintomas, tais como enjoos, azias e vômitos, são mais recorrentes e podem se agravar dependendo do tipo da viagem, da comida diferente, etc. O último mês também exige um cuidado a mais, já que é possível ter um parto prematuro e isso é complicado, dependendo para onde se está indo – o lugar pode não ter estrutura ou a melhor assistência médica”, explica o obstetra e diretor clínico do Hospital Maternidade Alto Maracanã, José Sebastião da Silva Neto.

Tirando esses períodos mais delicados, a maioria dos mitos e boatos, que chega aos ouvidos das grávidas é bobagem. No caso de viagens aéreas, muitas mamães temem a pressurização do avião, a altitude dos voos e até mesmo a comidinha servida a bordo. “A altitude e pressão do avião pode aumentar um pouquinho a pressão da gestante, mas isso pode acontecer com qualquer passageiro e não compromete em nada a gravidez. O que se aconselha é que a mãe não passe mais de uma hora sentada na mesma posição. Como os inchaços são normais nesse período, é preciso levantar e caminhar pelo avião para evitar os riscos de trombose. Quanto à alimentação, a recomendação é que se coma aquilo que se está acostumada e opte por alimentos mais naturais, como frutas. Mas não há proibições”, esclarece.

Terrestre

Nos passeios de ônibus e carro, o temor maior é quando há necessidade de passar por estradas esburacadas e cheias de desníveis, que fazem a barriga saltar de um lado a outro no banco. “Esses traumas causam, com certeza, um desconforto na gestante. A barriga pode doer e o enjoo aumentar, mas se a gravidez for saudável e não de risco, isso não causa nenhum problema. O bom de viajar de carro, ao invés de ônibus, é que a grávida pode parar quantas vezes quiser para caminhar um pouco e ir ao banheiro”, sugere.

As regras para voar

Exatamente para evitar que um bebê nasça em pleno voo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tem algumas regras para a viagem de gestantes recomendadas pela Iata (Internacional Air Transport Association).

De acordo com as orientações do órgão internacional, até o final do 6º mês, a gestante pode viajar normalmente, a partir do 7º mês, somente com atestado médico confirmando que a gestante está apta para o transporte aéreo e, a partir do 8º mês, somente acompanhada do médico responsável.

Além dessa orientação geral, as companhias aéreas podem ter outras regras para o tratamento das passageiras gestantes. Pela Gol/Varig, grávidas até a 27ª semana de gestação (aproximadamente 6 meses de gestação) deverão preencher uma declaração de responsabilidade. Depois disso, até 35ª semana, a gestante tem que apresentar o atestado médico autorizando a viagem. Entre a 36ª e 39ª semana de Gestação (9 meses) deverão estar acompanhadas de médico responsável. Voando pela TAM, por exemplo, até o final da 35° semana, não é necessária apresentação de atestado médico para voos domésticos, somente para viagens internacionais (a partir do 8º mês)

Nos voos da Ocean Air, da Azul e da WebJet, a partir do sétimo mês de gestação, é obrigatória a apresentação de atestado médico e nos sete dias anteriores ao parto, o embarque não é permitido. (LH)

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