Sábado, 31/07/2010
Priscila Saraiva/Divulgação
Pôr-do-sol nos últimos momentos do passeio
O passeio de trem pelo oeste do Mato Grosso do Sul é programa para observar devagar a fauna e a flora pantaneiras
Publicado em 28/05/2009 | Helena CarnieriMuita gente quer fazer a viagem de Pantanal Express por saudosismo da época em que andava no Trem da Morte. De 1953 a 1995, a companhia férrea Noroeste levou passageiros de Bauru, no interior de São Paulo, até Corumbá, na fronteira do Mato Grosso do Sul com a Bolívia. Levava 26 horas. Após Corumbá, o ramal era interligado à malha ferroviária do país vizinho.
Depois de definido o meio de transporte, o difícil será escolher a hospedagem e o passeio no Pantanal. Há desde os mais preguiçosos, com altas doses de comida rural até esportes radicais.
Escolha a época ideal para fazer a viagem
- Animais – a época de seca, de abril a outubro, permite observá-los em busca de água.
- Acasalamento – de novembro a março. Tamanduás, aves e até onças procuram as vazantes para procriar.
- Árvores – de maio a julho o clima é seco e não há mosquitos.
- Cheia – de janeiro a fevereiro os passeios são feitos de barco, a cavalo ou em carros 4x4.
Mas para quem não consegue se desligar do rush urbano, a fim de passar tanto tempo nos solavancos da condução de antigamente, a dica é fazer coincidir o hotel de saída ou de destino com uma das paradas do trem (Piraputanga, Aquidauana e Miranda) e fazer um trecho mais curto, de uma, três ou quatro horas de duração.
A escolha depende da preferência pela paisagem: de Campo Grande a Aquidauana, a vegetação é uma mistura de cerrado e campos de pastagem repletos de gado, com os contrafortes da serra ao fundo. Ali perto fica a fazenda Rio Negro, onde a Rede Manchete filmou a maior parte da novela que tornou o Pantanal conhecido. A partir de Piraputanga é possível observar vegetação típica do Pantanal e (com sorte) animais como cobras, capivaras e quatis. “Dá para ver até onça, mas não marcamos horário com os bichos”, diz o guia Carlos Ferreira Sá.
As duas últimas horas de viagem são preciosas, quando um pôr-do-sol ilumina o céu em cores que vão do rosa ao alaranjado. Também porque o passeio é um pouco cansativo e o turista estará desejando um jantar pantaneiro e uma cama, com direito a acordar em meio aos pássaros da região, que exibem plumagens e canto entre 6 e 10 horas da manhã.
E esse é apenas um pedaço da região, como a população local gosta de lembrar, que se desdobra em “dez pantanáis”, uma área que se estende pelo sudoeste de Mato Grosso e noroeste do Mato Grosso do Sul. Ela voltou a ser vista da janela do trem (veja box ao lado) por meio da Serra Verde Express (mesma companhia da nossa Litorina), dia 16 de maio desse ano, quando o passeio foi inaugurado comercialmente, em parceria com a América Latina Logística, que reformou os trilhos e opera a locomotiva. O mesmo sistema deve ser adotado no segundo trecho do percurso, prometido para o fim de 2010, ligando Miranda a Corumbá, na fronteira com a Bolívia.
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Serviço
Pantanal Express. Todo sábado, com saída às 7h30 de Campo Grande. Aos domingos, saída de Miranda, às 8h30. Tarifas para o trecho completo a partir de R$ 39. Informações com a BWT Operadora: (41) 3888-3488 ou (67) 3029-0759.
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A jornalista viajou a convite da Serra Verde Express.
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