Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Espetáculo de acrobacias aéreas chamou a atenção dos veranistas que estavam na praia em Caiobá
Espetáculo chamou a atenção de veranistas que estavam na areia de Caiobá, onde paraquedistas pousaram após a apresentação
20/02/2010 | 18:45 | Bruna Maestri WalterAs aeronaves sobrevoaram as praias numa distância que variou de 150 a 1,2 mil metros do nível do mar. Na areia, a impressão em alguns momentos era de que os aviões estavam bem próximos ao chão ou iam bater entre si.
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Pelo rádio, no entanto, os pilotos se comunicavam para fazer as acrobacias, previamente ensaiadas. “Temos comunicação durante o voo, senão seria um strike”, brinca o piloto Carlos Edo, comandante do espetáculo. “Fazemos isso há muitos anos. A gente não inventa nada no voo. Tudo que a gente faz já foi hiper conversado e treinado.”
A empresária Karla Ribeiro da Silva, de Curitiba, não tinha visto nada parecido. “Estava tomando sol e os aviões vieram voando bem baixo.” Para administradora Mina Maria Mainardi, o espetáculo lhe lembrou a infância. “Sou filha de militar e morei muitos anos na base aérea. Eu via a Esquadrilha da Fumaça”, afirma.
A história no ar
O espetáculo foi feito com aeronaves North American T-6, que foram utilizadas nos treinamentos dos pilotos de caça durante a Segunda Guerra Mundial e fizeram parte da Esquadrilha da Fumaça de 1952 até 1976. “Depois da guerra, a força aérea americana desativou eles, que foram doados para forças aéreas aliadas. Não sabemos se os nossos participaram das batalhas”, afirma Edo.
Uma das aeronaves é o Albatroz, que tem a característica de pousar no mar. Com o mar agitado de Caiobá, os organizadores descartaram logo a possibilidade de fazer o show na água.
O Albatroz é o único na América Latina, afirma Carlos Edo. O avião foi fabricado em 1949 em pouca escala, comparado a outros aviões da Segunda Guerra. Outro motivo para a escassez nos dias atuais é o trabalho na manutenção e seu alto custo. No Brasil, a aeronave atuou no esquadrão de busca e salvamento.
Caindo do céu
O espetáculo foi encerrado em grande estilo: com shows de paraquedismo, em Caiobá. Seis paraquedistas, cinco deles de Curitiba, saltaram do Albatroz. No pouso foram recepcionados com palmas dos veranistas e pedidos para tirar foto. Foi um momento de entusiasmo para quem não faz do paraquedismo sua principal profissão. Silvestre Labick Júnior, por exemplo, é professor universitário em Curitiba. O colega dele Rogério Caggiano é consultor em segurança na capital.
Entre os paraquedistas estava a esposa do comandante Edo, Mônica Camargo de Pinho Edo. Ela salta há 32 anos e diz que gostou do visual de Caiobá. O tempo bom também foi comemorado, assim como a participação dos veranistas. “Acho que todo mundo tem essa vontade de explorar o céu.”
As aeronaves que invadiram o Litoral fazem parte da Esquadrilha Oi, que promove uma ação promocional da empresa de telefonia. O grupo já se apresentou em praia do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e no Paraná. O próximo destino é o Litoral de São Paulo.
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