Esses fatos reunidos fazem dos cursos técnicos uma grande oportunidade para os estudantes que saem do Ensino Fundamental ou Ensino Médio. Além disso, como explica o diretor da ET, o número de vagas ofertadas no Ensino Superior ainda é pouco. “No Paraná, temos 15 mil pessoas que concluem o Ensino Médio todos os anos. No entanto, há somente 40 mil vagas em cursos de graduação da rede pública e privada”, afirma.
Várias instituições oferecem cursos técnicos no Paraná, tanto integrados ao Ensino Médio quanto os pós-médios. Confira algumas delas:
* Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
* Escola Técnica (ET) da Universidade Federal do Paraná (UFPR)
* Senai
* Senac
* Centro de Educação Profissional e Empresarial de Curitiba (Cepromec)
O Ensino Profissionalizante é a modalidade de educação que visa à qualificação profissional. Os cursos podem ser de três tipos: básico, que não exige grau mínimo de formação podendo ser freqüentado por pessoas de todos os níveis de instrução; técnico, que podem ser integrados (cursados em conjunto com o Ensino Médio, normalmente com quatro anos de duração) ou realizados após a conclusão desta fase (chamados de pós-médios); e Tecnológicos, que têm a mesma validade e requisitos dos cursos de graduação do Ensino Superior, mas são mais curtos (variam entre dois e quatro anos).
O Brasil, assim como outros países emergentes, passa por uma fase de desenvolvimento, que pode ser acelerada pelo PAC. Segundo Alípio Leal Santos Filho, diretor da Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná, “todos os países desenvolvidos já passaram por essa etapa, principalmente logo após a 2.º Guerra Mundial. Hoje apenas repetimos a experiência”, explica.
Nesse momento, é necessário um grande volume de mão-de-obra qualificada trabalhar nas indústrias. Há pessoas qualificadas demais para estas funções, e uma grande parte da população sem qualificação nenhuma, explica Santos Filho. “Além disso, fazer do Ensino Médio uma iniciação profissional pode garantir noções importantes. Quando o aluno vai para o ‘mundo do trabalho’, ele já tem experiência na área escolhida”, completa.
A responsabilidade de fazer a escolha certa da profissão tira o sono de milhares de jovens brasileiros todos os anos. E se os cursos técnicos já eram uma opção interessante para quem terminava o Ensino Fundamental ou Ensino Médio, agora se tornam uma concorrência de peso para qualquer curso de graduação.
Mas não são todos os que têm perfil para estes cursos. Segundo a psicóloga Eloá Andreassa, orientadora profissional e proprietária da clínica Vale do Sol, os estudantes que mais se identificam com esses cursos são normalmente jovens que já possuem habilidades nas áreas escolhidas. Leia a reportagem completa e faça o teste para conhecer suas habilidades
Política
A promessa do governo é criar mais escolas técnicas de nível médio em oito anos, 214 no total, do que foram instaladas desde a primeira escola técnica do Brasil, em 1.909, pelo presidente Nilo Peçanha, que somam 140. O número de vagas deve pular das atuais 160 mil para 240 mil, um aumento de 171%. “Esse projeto não é de hoje. Basta lembrar da campanha eleitoral. Todos os candidatos falavam nisso. O projeto teve início com Cristóvão Buarque, quando ainda era ministro da educação, e tem grande participação do atual ministro, Fernando Haddad”, explica Santos Filho. “Além disso, o plano geral é de qualificar profissionais para atender a demanda que será criada pelo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Caso contrário, o programa não funcionará por falta de gente para executar”, completa.
Ofertas
Ainda não está confirmado quem vai gerenciar as seis novas escolas técnicas que serão criadas no Paraná, mas é certo que elas serão implantadas. Segundo o diretor da ET, Alípio Leal Santos Filho, há um convite do Ministério da Educação (Mec) para que a instituição assuma as novas escolas. “A escola foi convidada para que fizesse o trabalho de implantação, coordenação e gerência dos novos Institutos Federais de Educação Tecnológica. Mas esse é um processo ainda em discussão”, afirma. Os Ifets também poderão ser assumidos pela UTFPR ou ter administração própria. Até 2.010 serão criados, em cada uma das seis unidades espalhadas pelo estado, pelo menos cinco cursos, de áreas ainda a serem definidas.
Já a UTFPR oferece sete cursos técnicos integrados em 14 campi espalhados pelo Paraná. No momento, segundo o assessor da pró-reitoria para Educação Profissional, Ricardo Carvat, a universidade passa por um processo de acomodação. “Desde que a instituição foi transformada em universidade há um ajuste, que inclui a diminuição dos cursos de tecnologia, o aumento das engenharias e até a instalação de doutorados”, explica. A cada ano, só nos cursos técnicos, entram 880 alunos.
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