Daniel Castellano - Arquivo Gazeta do Povo
A implantação do curso na UTFPR acompanha um momento de forte aquecimento no setor da construção civil
Atualmente o Paraná conta com 15 cursos na área, sendo três em instituições públicas e 12 em particulares
19/09/2008 | 20:40 | Hélio StrassacapaA abertura do curso na UTFPR está respaldada pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) que vai permitir a realização de concursos públicos para contratação de novos professores. A princípio os alunos vão contar com os 64 docentes do departamento de construção civil. Como nos demais cursos da universidade, duas turmas serão iniciadas por ano, totalizando 88 vagas anuais. O professor Achá adianta que, se tudo correr dentro das previsões, em 2010 todo o departamento será transferido para o Campus Ecoville.
Atualmente o Paraná conta com 15 cursos na área, sendo três em instituições públicas e 12 em particulares. Em Curitiba, o curso da UTFPR será apenas o quinto. Os quatro existentes hoje são ofertados na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Universidade Tuiuti e Universidade Positivo.
Para Achá, o projeto de implantação do novo curso vem, não apenas suprir uma carência de vagas na área, mas também ampliar as universidades públicas que oferecem a graduação. “O fator social foi considerado no projeto. É mais uma opção de curso gratuito. Uma nova oportunidade, tão importante quanto a UFPR”, disse ele. Além da Federal, as universidades estaduais de Londrina, no Norte, e Maringá, no Noroeste do estado, completam a lista de cursos públicos em arquitetura.
Segundo Achá, a formação do arquiteto na UTFPR privilegiará a gestão completa de projetos. “Ele vai ser o maestro da orquestra. Vai gerenciar projetos complementares, como hidráulico, elétrico, telefônico”, diz. De acordo com Achá, a idéia é fazer com que o profissional não seja apenas o desenhista do projeto e passe a acompanhar toda sua execução. Outra preocupação é a formação com respeito ao meio ambiente, pois há uma clientela específica que leva a problemática em consideração. Muitos municípios instituíram planos diretores de urbanização que não estão sendo cumpridos por causa da falta de arquitetos. “Nosso profissional vai atuar na proposta, na gestão e na execução desses planos”, afirmou o professor. Ele considera que o respeito pelo “antigo Cefet” vai dar credibilidade aos novos arquitetos. “Temos capacidade para formar profissionais de grande renome. Precisamos pensar alto”, salientou Achá.
A implantação do curso na UTFPR acompanha um momento de forte aquecimento no setor da construção civil, enquanto que a oferta de profissionais não está sendo suficiente. “Engenheiros e arquitetos estão sendo trazidos de outros estados para trabalhar aqui”, disse Achá.
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