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Polêmica

Ação tenta “despejar” Quadra Cultural

Apontando falta de infraestrutura, moradores do São Francisco fazem abaixo-assinado pedindo a mudança do evento para outro local

  • Rafael Waltrick
No dia 16 de fevereiro, cerca de 7 mil pessoas circularam pela Quadra Cultural: moradores reclamam do barulho e da sujeira |
No dia 16 de fevereiro, cerca de 7 mil pessoas circularam pela Quadra Cultural: moradores reclamam do barulho e da sujeira
 
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Ação tenta “despejar” Quadra Cultural

A Quadra Cultural, evento que completou cinco edições neste ano, está no centro de uma polêmica. Folhetos produzidos por moradores e espalhados nas imediações da Rua Paula Gomes, no bairro São Francisco, onde ocorre a festa, dão como certa a transferência da Quadra, que leva apresentações musicais e teatrais à região, para outro local no próximo ano. Segundo o comunicado, a decisão foi tomada após um abaixo-assinado feito por moradores e comerciantes e já teria, inclusive, apoio da prefeitura.

A possível mudança, porém, ainda está cercada de impasses e um consenso entre os principais envolvidos – moradores, organizadores e prefeitura – parece distante. A Fundação Cultural de Curitiba nega que já haja uma decisão sobre a troca, mas reconhece que outras alternativas para a realização do evento serão buscadas.

De acordo com os moradores que organizaram o abaixo-assinado, foram coletadas cerca de 130 assinaturas, incluindo pessoas que moram e trabalham na região. Eles afirmam que não há estrutura para continuar recebendo o evento na Paula Gomes e reclamam do barulho e do lixo deixado por pessoas que estariam entre os frequentadores da Quadra Cultural, além de supostas pichações causadas após as apresentações. Uma alternativa, defendida por alguns moradores, é a transferência para as Ruínas de São Francisco.

“Não somos contra o evento. Queremos que ele continue, mas num lugar que comporte essa quantidade de pessoas”, resume a empresária Carla Regina Bertoldi de Lima, proprietária de uma empresa de comunicação visual na Rua Trajano Reis.

“Brutalidade”

O organizador da Quadra e proprietário do tradicional O Torto Bar, Arlindo Ventura – o Magrão – se mostra irredutível quanto à permanência das apresentações no local onde tudo começou. “Não vou sair de um formato em que estamos valorizando a presença das famílias, tomando todo o cuidado e respeito com as pessoas. É uma brutalidade com a cultura local jogar um projeto desses no lixo.”

Neste ano, a Quadra ocorreu no último dia 16 e recebeu cerca de 7 mil pessoas, segundo a organização. Entre as atrações, estava o cantor Jerry Adriani, um dos precursores da Jovem Guarda. “A Quadra Cultural é um patrimônio da cidade e precisa ser mantida. Mas entendemos que as reivindicações dos moradores são legítimas. Se trata de um evento privado que causa impacto na região. Vamos trabalhar para chegar numa solução com consenso”, afirma o presidente da Fundação Cultural, Marcos Cordiolli.

Queda de braço

A pressão de moradores, que defendem seus espaços privados, já prejudicou outros eventos culturais e públicos em Curitiba. Acompanhe:

Desfile de carnaval

Nas décadas de 80 e 90, o desfile de blocos e escolas de samba de Curitiba ocorria na Avenida Marechal Deodoro e era sucesso de público, por se tratar de um local central e de fácil acesso. Mas o barulho e o uso de portas de lojas como mictório irritaram a vizinhança. O último desfile nesse local ocorreu em 1996. O evento foi transferido para a Rua João e Negrão e, posteriormente, para a Avenida Cândido de Abreu, onde permanece até hoje.

Pedreira Paulo Leminski

Utilizada para eventos culturais a partir de 1989, a Pedreira já recebeu atrações internacionais como Paul McCartney, David Bowie e Pearl Jam. No entanto, não recebe um show desde agosto de 2008. O lugar foi “congelado” depois que moradores do Abranches recorreram ao Ministério Público para reclamar do barulho dos show durante a madrugada e dos transtornos causados pelo público nas imediações. Depois de um longo impasse na Justiça, o espaço acabou sendo concedido para a empresa DC Set Eventos, que atualmente faz obras no local para que a Pedreira volte a receber shows.

Revéillon Fora de Época

O controverso evento pós-carnaval surgiu pela primeira vez há dois anos, na Praça da Espanha, no Bigorrilho, e logo suscitou discussões sobre a ocupação improvisada de espaços públicos, sem a intermediação da prefeitura. Comerciantes e moradores locais não economizaram nas críticas ao barulho e à sujeira na região. Este ano, o encontro será no Largo da Ordem e contará com o apoio formal de órgãos da prefeitura, como a Guarda Municipal e Setran.

Pré-Carnaval

Fundado em 1999, o bloco carnavalesco Garibaldis e Sacis ganhou espaço ao longo dos anos e passou a reunir cerca de 15 mil pessoas no Largo da Ordem. Ano passado, um tumulto que acabou com quatro pessoas hospitalizadas e várias feridas após uma intervenção das polícias Civil e Militar trouxe à tona discussões sobre a organização e estrutura do evento. O bloco virou a página e, neste ano, um reforço no aparato de segurança garantiu que a festa ocorresse sem problemas.

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