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Acusado de engavetar perícias, diretor do Instituto de Criminalística é afastado

Daniel Felipetto foi denunciado à Justiça pelo crime de sonegação de documento

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Felipetto: acusado de engavetar solicitações de perícias. | Roberto Custódio /
Felipetto: acusado de engavetar solicitações de perícias. Roberto Custódio /
 
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Por determinação da Justiça, o perito oficial Daniel Felipetto foi afastado da direção do Instituto de Criminalística (IC). Ele é acusado de, ao longo de mais de dez anos, ter engavetado solicitações de perícias criminais, afetando investigações que estavam em curso na sede do órgão em Londrina, no Norte do Paraná. Em agosto do ano passado, o Ministério Público do Paraná (MP) e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) fizeram buscas na sala de Felipetto e encontraram malotes de documentos, armas não registradas e até dinamite.

A decisão que afastou Felipetto da direção do Instituto de Criminalística foi proferida na terça-feira (28), pela 5.ª Vara Criminal de Londrina. A resolução que tira Felipetto da direção do Instituto de Criminalística foi publicada no Diário Oficial na última sexta-feira (31). No lugar dele, assume o perito Emerson Luiz Lesniowski. Na ocasião das investigações, mesmo com as evidências apontadas pelo MP a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) havia optado por manter o então diretor da criminalística no cargo.

O caso segue sob segredo judicial. Na denúncia oferecida pelo MP à Justiça, Felippeto é acusado de ter cometido o crime de sonegação de documento (artigo 314 do Código Penal), que tem pena prevista de até quatro anos de reclusão. A promotoria descreve 44 fatos criminais, ocorridos entre 2005 e 2016. Segundo a denúncia assinada pela promotora Cláudia Rodrigues de Morais Piovezan, Felipetto “não redistribuiu as perícias que a ele estavam distribuídas e não transferiu documentos e objetos oficiais que estavam em seu poder”, o que prejudicou investigações que estavam em curso.

Ao longo de dez anos, Felipetto foi chefe da seção técnica do Instituto de Criminalística de Londrina, onde tinha uma sala pessoal. Em fevereiro de 2015, ele foi nomeado à direção do instituto, cuja sede fica em Curitiba. Mesmo assim, manteve sua antiga sala “trancava à chave, inacessível aos demais servidores”. Em buscas na sala, o MP e o Gaeco encontraram 23 malotes com centenas de documentos, armas, munições e artefatos explosivos sem qualquer registro.

Quando as buscas foram cumpridas em Londrina, Felipetto se manifestou por meio de nota emitida pela Sesp, em que afirmava estar “à disposição dos promotores para esclarecer eventuais dúvidas”.

Outro lado

A Gazeta do Povo entrou em contato com Felipetto, mas ele preferiu não comentar as investigações nem seu afastamento. Disse que só se manifestaria em juízo. Por meio de nota, a Sesp informou que além de retirar Felipetto da direção do IC, também o afastou temporariamente da função de perito criminal. Além disso, a secretaria instaurou um procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta do servidor.

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