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Armas nada convencionais

Aspirador de pó e lagartixa contra aranha-marrom

Estudo que durou quatro anos identificou as melhores formas de combater o animal, que faz em Curitiba a maioria de suas vítimas

  • Euclides Lucas Garcia
A aranha-marrom tem de 3 a 7 centímetros e sua picada pode até levar à morte |
A aranha-marrom tem de 3 a 7 centímetros e sua picada pode até levar à morte
 
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Aspirador de pó e lagartixa contra aranha-marrom

Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) concluíram um estudo que, desde 2004, analisava o comportamento da espécie mais comum de aranha-marrom no estado, a Lexosceles intermedia. Durante um ano e meio, centenas de aranhas permaneceram em duas casas-laboratório, onde os professores da UFPR testaram a eficácia de vários métodos no combate à presença desses animais. Entre as principais armas identificadas pela pesquisa, o aspirador de pó e a lagartixa mostraram-se os aliados mais acessíveis à população. Produtos tradicionais, como querosene e pimenta, não surtiram nenhum efeito, de acordo com os pesquisadores.

Curitiba ainda é a cidade brasileira onde mais acontecem acidentes com aranhas-marrom. Neste ano, cerca de 4 mil pessoas foram vítimas da picada do animal. “O estudo vai ajudar na prevenção de novos casos, à medida que apontou métodos mais eficazes para eliminá-las”, afirma Francisco de Assis Marques, professor do departamento de Química da UFPR e vice-coordenador do projeto.

Segundo ele, a aranha-marrom prefere ambientes quentes, secos e escuros, como frestas espalhadas pela casa e atrás dos móveis. Por isso, a população deve fechar pequenas aberturas nas paredes, afastar camas e armários dos cantos e manter o ambiente sempre limpo. Marques conta que, em uma das casas-laboratório, houve redução de mais de 70% no número de aranhas depois que o local passou por limpezas periódicas e teve as frestas tapadas. “Resultados como esse mostram que o projeto tem grande potencial de aplicação no dia-a-dia das pessoas”, diz.

De acordo com o professor, o uso do aspirador de pó foi um dos métodos que apresentou os melhores resultados no combate às aranhas-marrons, enquanto a lagartixa se mostrou o inimigo natural número um. Jatos de ar quente também tiveram um bom efeito durante a pesquisa. No entanto, Marques não aconselha a população a usar o secador de cabelos para tentar se livrar dos animais. “Estamos patenteando um produto que será específico para isso”, revela. Quatro inseticidas usados no estudo tiveram boa eficácia, mas os pesquisadores preferiram não divulgar os nomes dos produtos com receio de que a população aplique-os de maneira errada.

Conforme explica Francisco de Assis Marques, as aranhas-marrons são encontradas em grande número na região de Curitiba porque se caracterizam por andar mais que as outras espécies e, também, por se adaptar com facilidade às residências. Segundo ele, elas são animais de hábitos tranqüilos, que se movimentam durante a noite. “Muita gente pensa que as aranhas-marrons são agressivas, mas não é verdade”, afirma. “Elas só picam quando entram em contato com o corpo das pessoas. Por isso, é sempre bom ficar atento a camas, roupas e sapatos.”

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