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Infância

Banco de DNA ajudará a achar crianças

No Paraná, o número de crianças desaparecidas aumentou 300% nos últimos três anos

  • Cecilia Valenza
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Produtor de filmes B busca recursos para novo filme, em "O Crocodilo"
 
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Os registros de desaparecimentos de crianças aumentaram cerca 300% no Paraná nos últimos três anos. Enquanto que em 2003 foram notificados 40 casos, em 2006 este número subiu para 112. Dos 375 casos acumulados no período, cinco continuam sem solução. Para ajudar a resolver estas e outras 16 ocorrências de crianças sumidas no estado está sendo criado um banco de DNA.

Desde ontem, familiares de crianças desaparecidas começaram a tirar amostras de sangue, que vão para o cadastro que está sendo formado pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná, por meio do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride). A intenção é que o sangue dessas pessoas seja comparado com o de crianças e jovens encontrados em diferentes partes do estado e em abrigos ou educandários. No futuro, a expectativa é de que o banco se torne nacional.

O projeto, batizado de Caminho de Volta, é uma parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e seguirá o modelo já implantado no estado de São Paulo, em 2004. De acordo com a idealizadora do banco e professora da USP, Gilka Gattas, em três anos, 530 famílias foram cadastradas em São Paulo. A partir disso, três casos foram solucionados. “A criação de um banco como este, com amostras de DNA, permitirá que daqui a 20 anos, se uma criança for encontrada, a gente consiga cruzar os dados mesmo que os pais já não estejam mais vivos”, afirma.

De acordo com o secretário de segurança, Luiz Fernando Delazari, o projeto deve ser apresentado na próxima reunião do Colégio Nacional de Secretários de Segurança, que acontecerá em setembro. “Trata-se de um avanço científico na investigação policial. É um marco para o Paraná e também para o Brasil. A idéia é que essa iniciativa seja levada a todo o país, porque uma criança que desaparece em um estado, pode hoje estar em outro”, diz.

Para Gilka, além da localização da criança, é importante também identificar a causa do desaparecimento. Segundo ela, entre os principais motivos estão fugas de lares ou instituições, violência doméstica ou envolvimento com o tráfico de drogas. De acordo com os dados levantados pelo projeto em São Paulo, os maus-tratos representam 51% das causas de fuga, enquanto que o alcoolismo é responsável por 36% e a violência conjugal por 29%. No Paraná também será feito o levantamento do perfil das famílias das crianças desaparecidas. “Por isso pedimos que os familiares preencham um longo questionário sobre as condições em que vivem. Assim poderemos ter uma noção maior sobre as causas dos desaparecimentos”, explica a delegada do Sicride, Danielle Serigheli.

Procedimento

Para fazer parte do banco de dados, basta a família procurar o Sicride com o boletim de ocorrência referente ao desaparecimento. A análise do DNA depende apenas da retirada de uma gota de sangue que é retirada do dedo da pessoa. “O ideal é que sejam os pais, mas sabemos que nem sempre eles estão presentes. Nesses casos, fazemos o cadastro dos parentes mais próximos, que podem ser os avós ou irmãos”, explica Gilka.

Este é o caso do casal Marlene e Luiz Ubaldino Florêncio, que ontem fez a coleta do sangue por causa do desaparecimento da neta Vivian, que hoje estaria com 5 anos. A menina sumiu em março de 2005, quando saiu com a mãe, Maria Emília Florêncio, para um encontro com o pai, o ex-sargento da Polícia Militar Édson Prado. O corpo de Maria Emília foi encontrado cinco dias mais tarde, em Quatro Barras, mas a menina nunca foi localizada. “Ainda temos esperança. Essa é mais uma ferramenta que pode nos ajudar a termos nossa neta de volta”, afirma.

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