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Ausente do Rio de Janeiro e com paradeiro desconhecido durante a tragédia que aconteceu na região serrana e deixou mais de 400 mortos, o governador Sérgio Cabral (PMDB) vociferou contra os antecessores que permitiram a ocupação inadequada de encostas em todo o Estado. "Lamentavelmente, o que tivemos na região serrana foi um problema muito semelhante ao que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, que é a desgraça do populismo. Deixaram a ocupação de áreas acontecer como se fossem aliados dos mais pobres. A grande maioria atingida é de populares. Políticos oportunistas de plantão sempre se aproveitam para fazer defesa de ocupações irregulares", disse, em entrevista coletiva, ao lado da presidente Dilma Rousseff, com quem sobrevoou nesta quinta as áreas atingidas.

Durante todo o tempo, Cabral elogiou Dilma e o governo do ex-presidente Lula, destacando que o Rio de Janeiro recebeu nos últimos quatro anos não só solidariedade, mas também apoio com recursos financeiros. "Nunca antes o Rio de Janeiro recebeu recursos com tanta velocidade", afirmou, para completar em seguida: "Obviamente, não dá para fazer uso do dinheiro público sem prestar contas ao TCU e a toda a burocracia. Mas não há uma reclamação do governo estadual sobre a liberação de recursos até hoje."

Cabral recebeu em troca da presidente Dilma um afago, quando ela afirmou que há excelente parceria desenvolvida entre o Estado e o governo federal. "O Sérgio me ligou ontem, ele estava no exterior, e aí tem as vantagens de estar no exterior para poder tomar providências imediatas. Ele me pediu para colocar imediatamente a ministra de Desenvolvimento Social e o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos em contato para que ambos fizessem um levantamento sobre as áreas atingidas e o que seria preciso. Isso foi agilizado e pudemos tomar medidas para acelerar a liberação de benefícios, como aluguel social, e outras medidas, antecipando Bolsa Família e benefício da prestação continuada", disse Dilma. Foi a única menção ao fato de o governador estar fora do País, provavelmente entre Paris e Londres, no momento da tragédia.

Ainda segundo Cabral, "o que está angustiando são as próximas horas e os próximos dias". "Hoje não temos só Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo, mas problemas também em Areal, São José do Vale do Rio Preto e Sumidouro. Há áreas ainda com risco de desabamento, com queda de barreiras e com índice pluviométrico com previsão elevada", afirmou Cabral.

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