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Os cãoelhinhos a caminho dos quartos do hospital. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Os cãoelhinhos a caminho dos quartos do hospital.| Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Na manhã deste sábado (28), o clima de páscoa tomou conta dos corredores do Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba, os pacientes receberam a visita de um grupo de cães do Projeto Amigo Bicho. Os animais, em comemoração a data, estavam vestidos de coelho, os cãoelhinhos, e mudaram um pouco a rotina do hospital.

A visita dos cachorros, guiada pelos voluntários humanos, faz parte de uma ação promovida pelo Projeto Amigo Bicho, que está na ativa desde 2005. O projeto surgiu do interesse da veterinária Leticia Séra Castanho em unir suas duas paixões, os animais e o voluntariado. Atualmente 56 cachorros e 48 pessoas fazem parte da organização.

A presença dos cães no hospital não é algo comum, exige uma preparação dos animais e do ambiente em que ocorre a visita. “Os cachorros que fazem parte do projeto passam por inúmeras avaliações, médicas, físicas e comportamentais antes de se integrar ao grupo”, destaca Jocimara Ferraz, voluntária e representante do Amigo Bicho.

Para os funcionários do hospital, a visita é algo especial e arranca sempre um sorriso dos semblantes habituados a seriedade da profissão. A gerente de enfermagem Eliana Fugitani destaca que a entrada dos animais faz parte do processo de humanização dos atendimentos e tem uma aceitação quase total de todos os que estão presentes no hospital. “Não existem estatísticas que comprovam a melhora dos pacientes que recebem as visitas, mas a gente observa no olhar das pessoas que elas se sentem melhor com o contato”, afirma a gerente de enfermagem.

A baixa rejeição a visita se deve principalmente a todos os cuidados tomados com os animais, que passam por uma higienização das patinhas antes de participarem da visita, além de obrigatoriamente terem tomado um banho até 24 horas antes do contato com os pacientes. A saúde e o comportamento dos animais são outros quesitos avaliados antes das visitas. O sucesso do projeto é tão grande que a agenda de atendimento as instituições já está lotada até o final de 2015.

No contato com os pacientes, é possível observar a emoção das pessoas, alguns não conseguem conter a alegria na presença dos cães, como é o caso da paciente Daniela Florencio Machado que chorou de saudade dos seus inúmeros bichos que estavam em casa. “Eu tenho não só cachorro, mas também cavalo, vaca e até um cabritinho, enquanto estou aqui sinto muita falta do carinho deles, receber esses bichinhos dá pra matar um pouco da saudade”, disse a paciente enquanto fazia carinho em um dos animais.

Dona Gilza Maria Lima, que estava se recuperando de uma cirurgia na vesícula, até se levantou e saiu dos quartos para dar um carinho aos visitantes de quatro patas. O contato com animais, segundo ela, fez com que suas dores diminuíssem naquele momento. O jovem Denner Henrique dos Santos também sentiu que a presença dos cachorros alegrou seu último dia no hospital. “Fazer um carinho neles deu ainda mais vontade de ir para a casa”, disse o garoto.

A cachorrinha Hara, em sua segunda visita, estava à vontade na presença dos pacientes, receptiva, ela fez sucesso com suas orelhas de coelho. “A Hara se dá muito bem com as pessoas, mais do que com outros cachorros, por ela não ter um dos olhos, dá ainda mais força para aqueles que estão ali também com dificuldade”, conta a dona e voluntária do projeto Ana Rubia Gomes.

Colaborou: Getulio Xavier

  • Antes de iniciarem a visita os cães passam por uma limpeza das patinhas.
  • Antes de iniciarem a visita os cães passam por uma limpeza das patinhas.
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