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Carona arranjada por aplicativos

Sistemas desenvolvidos para smartphones colocam motoristas e passageiros em contato e oferecem alternativa para o transporte urbano

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Enquanto aplicativos como o Easytaxi e o Taxijá causam divergências entre taxistas e a Urbs, outro aplicativo pretende organizar e monetizar as caronas em veículos particulares. Na visão de Yonathan Yuri Faber, CEO e co-fundador do Zaznu, essa realidade pode estar a caminho. “A média de passageiros por carro aqui no Rio de Janeiro é de 1,4. Se a gente tirar uma pessoa de um carro e colocar em outro, a gente pode melhorar esse índice”, acredita. E quem dirige ainda pode ganhar um dinheiro extra.

O aplicativo, em fase de testes no Rio de Janeiro, segue a ideia de programas em uso nos Estados Unidos e na Europa. No sistema, o passageiro indica o destino e, caso esteja por perto, o motorista dá a carona mediante uma doação paga via cartão de crédito pelo próprio aplicativo. O preço sugerido é 20% menor do que uma corrida de táxi em bandeira um. “Alguém que dirija pelo Zaznu três horas por dia, por 25 dias, pode faturar até R$ 6 mil”, estima o criador do projeto, que acrescenta que o aplicativo fica com 20% de todas as corridas.

O passageiro precisa informar seu perfil no Facebook, um telefone e um cartão de crédito. Já o cadastro do motorista é mais burocrático para garantir a segurança do serviço. “Primeiro, precisa mandar toda a documentação pessoal para fazermos uma checagem de antecedentes criminais e infrações de trânsito. Depois, a documentação do carro, que precisa estar adequada com as nossas exigências”, explica Faber. O candidato a motorista ainda passa por uma entrevista e por treinamento de conduta e de uso do aplicativo.

A ideia é expandir o Zaznu para todas as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 até o evento e, depois, para outros países da América do Sul. Faber adianta que o aplicativo já recebeu inscrições de motoristas de Curitiba e deverá estar disponível na cidade entre abril e maio.

Faber sabe que a iniciativa é polêmica e deve provocar a ira de muitos taxistas. “Tivemos de estudar muito a parte jurídica para não sermos enquadrados como um meio de transporte alternativo e ilegal. Mesmo assim, vamos ter dor de cabeça sempre. Mas a polêmica é boa e ajuda a divulgar o serviço”, afirma.

Colaborou Raphael Marchiori.

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