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Sistemas de coleta seletiva, como o de Curitiba, chegam a 35% dos brasileiros |
Sistemas de coleta seletiva, como o de Curitiba, chegam a 35% dos brasileiros
Pesquisa

Coleta seletiva esbarra na cobrança

Maioria dos brasileiros quer separar o lixo, mas discorda de pagar taxa pelo serviço

Texto publicado na edição impressa de 03 de dezembro de 2012

A coleta seletiva de resíduos contaria com a colaboração da maioria dos brasileiros, se o serviço fosse oferecido nos municípios. A maior parte da população, no entanto, ainda não dispõe desse benefício. É o que aponta uma pesquisa divulgada pelo Programa Água Brasil, que mostrou que 85% dos entrevistados estariam dispostos a separar o lixo em suas casas. O estudo aponta também que a proposta de uma tarifa relacionada ao lixo divide opiniões.

O estudo, encomendado ao Ibope, entrevistou 2.002 pessoas em todas as capitais e mais 73 municípios. Apenas 13% dos entrevistados declararam que não fariam a separação dos resíduos e 2% disseram não saber ou não responderam.

Apesar da disposição em contribuir para a destinação adequada dos resíduos, a maioria da população ainda não conta com o serviço de coleta seletiva. A menos de dois anos do prazo para a implementação da coleta seletiva e o fim dos lixões em todo o país, 64% dos entrevistados ainda não têm os meios necessários para fazer o descarte sustentável do lixo. A quantidade de pessoas que conta com coleta seletiva ou que tem algum local para deixar o material separado representa 35% da amostra.

Para o coordenador de Programa Educação para Cidades Sustentáveis da organização WWF Brasil, Fábio Cidrin Gama, os dados da pesquisa indicam que será necessária uma grande mobilização para mudar a atitude do brasileiro com relação ao lixo, especialmente no momento em que o país se organiza para implementar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “A pesquisa mostra que há esperança, mas para essa mudança a gente vai ter que sensibilizar muito toda a sociedade para que as pessoas assumam [a destinação correta do lixo] como um hábito e um dever de cidadão”, destacou.

Por quantidade

Outra questão abordada pela pesquisa foi a taxa do lixo. A ideia de que quem produz mais resíduos deve pagar mais pelo serviço de coleta é reprovada por 36% dos entrevistados. Outros 13% aprovam e 23% concordam parcialmente com a tarifa. Para o advogado Camilo Viana, que representa a ONG londrinense Meio Ambiente Equilibrado (MAE), falta informação a quem discorda do pagamento de uma taxa pela coleta do lixo. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos vai exigir que os municípios façam a coleta seletiva e o investimento é fundamental para sustentar a estrutura. Isso precisa ser dividido com a população”, avalia.

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