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Curitiba

Coletores de lixo e varredores de rua aceitam proposta e greve é descartada

Reajuste salarial oferecido pela empresa foi de 8% e o aumento no valor dos tíquetes (vale-refeição e vale-alimentação) foi de 10%

Não vai haver greve dos coletores de lixo e varredores de rua de Curitiba, apesar de na semana passada os trabalhadores terem sinalizado a possibilidade de paralisação do serviço a partir desta segunda-feira (19). Os trabalhadores aceitaram, em assembleia no início da manhã, a nova proposta da Cavo Gestão Ambiental, empresa terceirizada responsável pela coleta de lixo e limpeza das ruas da capital. O reajuste salarial oferecido pela empresa foi de 8% e o aumento no valor dos tíquetes (vale-refeição e vale-alimentação) foi de 10%.

A assembleia em que os colaboradores da Cavo decidiram não paralisar as atividades ocorreu na manhã desta segunda-feira (19), em frente à sede da empresa na Rua João Negrão, no Centro de Curitiba, por volta das 7 horas. De acordo com o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco), 800 dos dois mil colaboradores da Cavo participaram da assembleia e a proposta foi aceita por 80% dos presentes.

Com o aumento, o coletor de lixo doméstico passará a receber R$ 1.346,76 mensais - somando-se salário (R$ 728,01), insalubridade (R$ 204), vale-alimentação (R$ 264,75) e vale-refeição (R$ 150). Anteriormente, a Cavo havia proposto 6% de reajuste salarial e 6% de aumento nos vales alimentação e refeição, mas os trabalhadores não aceitaram a oferta. A partir de maio os colaboradores receberão o aumento, inclusive o retroativo a março – mês que é a data-base da categoria. Segundo o presidente em exercício do Siemaco, João Gerônimo, a negociação foi positiva para os trabalhadores, uma vez que conseguiram obter aumento real nos salários. “A primeira proposta da empresa foi de reajuste de 4,7%, que era apenas a reposição da inflação, e agora chegamos a 8%”, afirmou.

Já o gestor-operacional da Cavo Ricardo Cortês afirmou que o desfecho das negociações foi benéfico para todos envolvidos, pois havia o receio de que a prestação de serviços fosse prejudicada com a greve. “A Cavo ofereceu o limite que poderia pagar aos trabalhadores e então houve a negociação”, disse Cortês.

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