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São Paulo

Comando da PM elabora carta para tranquilizar policiais após ataques

O objetivo do documento é tentar amenizar a tensão dos PMs por conta dos ataques de criminosos na cidade de São Paulo e que já vitimaram seis policiais

O Comando Geral da Polícia Militar de São Paulo passou a última noite redigindo uma carta para ser distribuída aos cerca de cem mil policiais militares do estado.

O objetivo do documento é tentar amenizar a tensão dos PMs por conta dos ataques de criminosos na cidade de São Paulo e que já vitimaram seis policiais - cinco deles com características de crime encomendado.A assessoria do comando geral confirmou na manhã desta sexta-feira a existência da carta aos PMs.

Na noite desta sexta, o coronel Roberval Ferreira França sairá às ruas para comandar pessoalmente uma operação com 1.500 policiais militares. A intenção do oficial é transmitir segurança aos comandados.

Entre o dia 13 e a manhã desta sexta-feira, seis policiais militares foram assassinados a tiros na cidade de São Paulo. Em apenas um dos casos, ocorrido em Pirituba (zona oeste de São Paulo), há indicação de que o PM foi morto ao reagir a uma tentativa de assalto contra um mercado.

Os casos nos quais os PMs foram mortos com características de crime encomendado ocorreram na zona leste (3) e na zona sul (2). Esses dois últimos foram na noite de quinta-feira e no fim da madrugada desta sexta.Duas bases da PM, ambas na zona leste paulistana, também foram atacadas a tiros. Nenhum policial militar foi ferido nos atentados.

De acordo com o secretário da Segurança Pública de Geraldo Alckmin (PSDB), Antonio Ferreira Pinto, as cinco mortes dos PMs com características de crime encomendado não têm ligação e são fatos isolados.Existe a suspeita de que as mortes com característica de crime encomendado tenham sido retaliação do grupo criminoso PCC contra a operação da Rota (espécie de tropa de elite da PM) que matou seis homens no fim de maio, na zona leste de São Paulo.

O bar onde a Rota matou cinco desses suspeitos de integrar o PCC foi incendiado na noite de quinta.

A possível retaliação contra os PMs também é reforçada porque um dos seis mortos na operação em maio chegou a ser preso no local do suposto tiroteio entre membros do PCC e policiais, mas foi levado para a rodovia Ayrton Senna, torturado e, depois, morto.

O sargento Carlos Aurélio Nogueira, 42, o soldado Marcos Aparecido da Silva, 37, e o cabo Levi Cosme da Silva Júnior, 34, foram presos pela morte de Anderson Minhano, 31. Ele teria sido levado para a rodovia porque já era investigado pela morte do PM Elias Barbosa dos Santos, 38, em Itaquaquecetuba (Grande São Paulo), um mês antes.

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