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Maringá

Contadores e donos de agência são acusados de fraudes na emissão de vistos

Documentos apreendidos pelo Gaeco estão sendo analisados por representantes do Consulado dos EUA. Quadrilha falsificava declarações de renda, documentos e holerites para emitir vistos de viagem irregulares

 
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Representantes do Consulado dos Estados Unidos (EUA) estão em Maringá nesta sexta-feira (8) para analisar documentos apreendidos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A avaliação faz parte da investigação sobre uma quadrilha especializada em falsificar declarações de renda, documentos e holerites comprobatórios de renda com o objetivo de emitir vistos de viagem irregulares.

De acordo com o promotor do Gaeco, Laércio Januario de Almeida, a fraude era organizada por contadores e donos de uma agência de turismo. A quadrilha se utilizava do esquema para ingressar em solo norte-americano via México e Canadá, além de países do Caribe e da Europa.

“Eles cobravam um valor significativo. Se a pessoa conseguisse o visto, bem, se não conseguisse, amém. O prejuízo era daqueles que eram induzidos com a falsa ilusão de uma boa perspectiva no exterior”, explicou Almeida, em entrevista para a RPC TV Maringá.

No ano passado, o Gaeco já havia apreendido documentos relacionados à falsificação. No entanto, o esquema continuou sendo praticado, motivando nova ordem judicial de busca e apreensão em Minas Gerais. Os representantes do consulado dos Estados Unidos também analisam documentos apreendidos no estado de São Paulo.

“No final do ano passado houve o fechamento de uma das empresas, mas a situação persistiu. Eles continuaram praticando as ilicitudes”, ressaltou o promotor. O Gaeco espera concluir as investigações e apurar a responsabilização criminal de dezenas de envolvidos, além de postular a interdição das atividades econômicas dos investigados.

A promotoria também não descarta a hipótese de prisões dos acusados, que inclusive teriam feito ameaças contra pessoas que estão sendo ouvidas pelo Ministério Público. “É possível que representemos pela prisão preventiva daqueles que estiverem tumultuando as investigações e ameaçando as pessoas”, ressaltou o promotor do Gaeco.

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