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Curitiba sedia debates sobre ensinos fundamental e superior

Fórum,que ocorre nesta quarta (08), reflete os desafios para o ensino superior, com foco na tecnologia. Já o Ensino Fundamental é debatido em uma série de palestras, que seguem até o dia 17

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Maratona do Ensino Fundamental  realizada no ano passado; neste ano o evento chega a sua quinta edição |
Maratona do Ensino Fundamental realizada no ano passado; neste ano o evento chega a sua quinta edição
 
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Curitiba recebe debates sobre os desafios na aprendizagem, nesta semana. Na Universidade Positivo, o Fórum de Lideranças: Desafios da Educação discute nesta quarta-feira (8) os desafios de uma educação com foco no protagonismo do estudante. Já o Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe) iniciou nesta segunda-feira (6) a 5ª Maratona do Ensino Fundamental, com uma programação de dez palestras que segue até 17 de abril.

O fórum de lideranças, que chega a sua terceira edição nesta quarta, tem como tema“o aluno como agente ativo do processo de aprendizagem”. Ryon Braga, diretor-presidente da Uniamérica, de Foz do Iguaçu, vai apresentar o case da instituição que aboliu a grade curricular dividida por disciplinas e tem trabalhado com o intuito de eliminar gradualmente as aulas tradicionais.

No modelo, as aulas expositivas ficam disponíveis em uma plataforma digital e ganham feição de debate. A parte tecnológica é desenvolvida pela Blackboard, que trabalha com tecnologia educacional no mundo todo.O presidente de negócios internacionais da empresa, Matt Small, abre o fórum com uma palestra sobre o “foco no novo aluno”.

Carlos Longo, da Universidade Positivo, fala sobre o impacto das novas tecnologias de comunicação e informação (TICs) no ensino superior, na era digital. Gustavo Hoffmann, da Unipac (Universidade Presidente Antônio Carlos) e Rui Fava, da Kroton Educacional, completam o time de palestrantes.

Fundamental

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Paraná (Sinepe) preparou uma série de dez palestras para sua Maratona do Ensino Fundamenta l, com foco na gestão de processos em sala de aula, por parte do professor. O evento é voltado a gestores, coordenadores e professores dos anos iniciais do Fundamental, até o 5.º ano. São 90 vagas por palestra, que tem um custo de R$ 10 cada, para instituições associadas, e R$ 20 para não associados. Os pacotes, que dão direito a entrada em todos os debates, custam R$ 50 e R$ 100, respectivamente.

A largada da maratona foi nesta segunda-feira (6), com um debate sobre “neurociência e inclusão escolar”. Nesta terça-feira (7) o tema é “autoconhecimento: um caminho de superação” e, na quarta-feira (8), “eu sou porque nós somos”, com a bailarina Monika Kukulkua e a professora de yoga Paula Teixeira Bastos. A mestre em educação Maria Tereza Costa fala sobre a “gestão de sala de aula” na quinta-feira (9) e a psicóloga Giovana Maria Silva Camps sobre “depressão e obesidade na infância e adolescência”, na sexta-feira (10).

Outros cinco debates ocorrem a partir da próxima segunda-feira (13), um em cada dia da semana. São eles, respectivamente: inclusão é planejamento (dia 13); fala e escrita na aprendizagem (14); ensino de alunos diferentes (15); condução e controle em sala de aula (16); e limites e valores (17).

Empresa de tecnologia busca soluções para a educação

Há dez anos no mercado brasileiro, Blackboard trabalha com soluções para inserir a tecnologia seja no ensino a distância ou no dia-a-dia da sala de aula. Gerente de operações nacional, Pavlos Dias fala sore os desafios da incorporação destas mudanças.

Um dos desafios de inovação na educação é que muitas vezes a tecnologia existe, mas não é usada em sala. Você vê isso como um problema?

Não vejo como um problema. É mais uma questão de maturidade no uso da tecnologia. Todo processo de inserção passa por uma maturação. A maior parte das escolas ainda está em uma fase inicial, utiliza a tecnologia mais como um meio de transmissão do que um diferencial. Se a gente comparar diferentes projetos vemos que, de acordo com a visão de futuro que as instituições têm, os projetos tecnológicos andam mais rápido ou mais devagar.

Os alunos hoje já utilizam tablet, smartphone. A questão não é mais se [a escola vai] utilizar e sim como ela vai direcionar os alunos a fazer uso da tecnologia. A decisão aqui é se vai apoiar [o aluno]. A própria realidade vai empurrando as instituições.

Como a Blackboard trabalha para auxiliar as instituições neste processo?

A gente tem tentado apoiar as instituições em apoiar este aluno. Hoje, se você dar um trabalho para o aluno fazer em casa, ele vai usar a internet para fazer este trabalho. Vai buscar no YouTube, na Wikipedia, em sites especializados. Mas a instituição pode tomar a decisão de entregar para os alunos materiais neste ambiente de aprendizagem. [O professor pode falar]: “eu fiz uma curadoria de dez vídeos para vocês saberem como resolver este problema, separei dois livros online, preparei uma bateria de dez vídeos”. Se a instituição não direcionar, ele vai buscar [a internet] de qualquer forma. Se o professor orientar, o aluno parte de uma base sólida de conhecimento.

Esta educação com foco na autonomia do aluno, então, no lugar de “inutilizar” o professor faz com que ele trabalhe ainda mais?

Autonomia é um processo que gira dos dois lados. O aluno vai ter que tomar decisões, ter que trabalhar. O professor tem que preparar os ambientes, tem que pesquisar. O resultado costuma ser um resultado muito maior. Por que a Blackboard e as instituições de ensino têm enxergado o aluno no centro do processo? Porque antigamente o aluno tinha um aprendizado muito baseado no mestre aprendiz. Depois tivemos o advento das universidade e o modelo de ensino que temos hoje, baseado no um para muitos. Só que este modelo não é personalizado. Você tem como fazer um modelo mais personalizado com o uso da tecnologia.

No modelo tradicional, onde o professor vai ensinar, é impossível que ele atenda as individualidades de 40, 50 alunos. [A tecnologia] é o meio que você tem de individualizar este processo. Ao invés de dar um texto, ele vai ter que dar um vídeo, um jogo, mais opções. Exige uma preparação maior, mas depois o resultado é muito replicável.

Nestes dez anos no mercado brasileiro, o que vocês apreenderam das especificidades locais?

A gente não só traduz [a tecnologia da Blackboard], mas também muda o produto. Aqui no Brasil o mercado tem muitas especificidades. Uma coisa que salta aos olhos é o gap que temos no Brasil. A proliferação de instituições privadas nos últimos dez anos mudou muito o mercado. No passado tínhamos um número muito menor de pessoas que se formavam no ensino superior. Hoje temos adaptado nosso produto para entender este modelo com centenas de milhares de alunos, ou para flexibilizar para ambientes menores, mais focados. Hoje são mais de sete milhões de alunos no ensino superior, isso há dez anos atrás era muito diferente.

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