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Ambiente

Curitiba tem só 1% de sua Mata Atlântica original; a pior situação entre capitais

Segundo dados do Atlas de Remanescentes Municipais, da Fundação SOS Mata Atlântica, seriam apenas 578 hectares na capital paranaense

Refúgio do Bugio é uma das áreas mais preservadas de Curitiba. | Antônio More/Gazeta do Povo
Refúgio do Bugio é uma das áreas mais preservadas de Curitiba. Antônio More/Gazeta do Povo
 
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Curitiba aparece como a capital com menor quantidade de Mata Atlântica, de acordo com o Atlas de Remanescentes Municipais, divulgado na quarta-feira (11) pela Fundação SOS Mata Atlântica. Restam apenas 578 hectares ou 1% da área original. Na comparação com outras capitais da região Sul do Brasil, Porto Alegre aparece com seis vezes mais área de floresta e Florianópolis ainda mantêm 25% da mata nativa.

Veja uma comparação de Curitiba com Porto Alegre e Florianópolis

Ao todo, 17 estados brasileiros têm presença de Mata Atlântica e Curitiba é a 16.ª cidade no ranking (é que Goiás tem Floresta Atlântica, mas a capital Goiânia fica no Cerrado). O estudo leva em conta apenas áreas com mais de três hectares (três campos de futebol) e também somente áreas de floresta inalterada.

Mesmo para um ambiente urbano, porcentuais abaixo de 10% são considerados muito baixos. “Há a necessidade de um esforço de restauração”, diz Marcia Hirota, coordenadora do Atlas de Remanescentes. Ela comenta que no Rio de Janeiro está sendo feito um levantamento com áreas de até um hectare e que, com a nova metodologia, o porcentual de remanescente na capital fluminense passou de 20% (com mais de 3 hectares) para cerca de 30%.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente avalia que os dados divulgados pela SOS Mata Atlântica não oferecem um panorama adequado da situação da cobertura florestal em Curitiba – tanto no que diz respeito à extensão apontada como à metodologia empregada. A capital paranaense tem, segundo a prefeitura, 7.700 hectares de cobertura florestal, o que corresponde a 17% do seu território. Essa extensão abrange maciços de Mata Atlântica, mas também outros tipos de vegetação – configurando um dado mais relevante para a avaliação da qualidade de vida.

Outra diferença importante entre os dois levantamentos é que o município leva em conta áreas com tamanho a partir de 500 metros quadrados, sendo, portanto, bastante detalhado. O mapa da SOS Mata Atlântica só considera áreas a partir de 3 hectares. Por esse critério, deixam de ser computadas, por exemplo, várias das 15 Reservas Particulares de Preservação do Patrimônio Natural (RPPNM) da cidade.

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2015/11/11/VidaCidadania/Imagens/Cortadas/capitais-do-sul-01-k0JI-U1020209964359M-1024x497@GP-Web.jpg
Curitiba e Florianópolis tinham 100% da área original com Mata Atlântica e Porto Alegre tinha 18% de Mata Atlântica e o restante de Pampa.Reprodução
/ra/pequena/Pub/GP/p4/2015/11/12/VidaCidadania/Graficos/Vivo/desmatamento capitais.pdf

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