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Na Afece de Curitiba, 154 pessoas com idade entre três e 40 anos recebem atendimento |
Na Afece de Curitiba, 154 pessoas com idade entre três e 40 anos recebem atendimento
Assistência social

Curitiba terá centro-dia para deficientes

Unidade-piloto fará acompanhamento médico, social e pedagógico de usuários, enquanto os familiares deles trabalham

Texto publicado na edição impressa de 14 de outubro de 2012

Curitiba terá um espaço público destinado ao atendimento de deficientes físicos que dependem da família para a realização de tarefas básicas, como se vestir, comer e fazer a higiene pessoal. O centro-dia faz parte das ações do programa Viver Sem Limites, do governo federal, que, em parceria com estados e municípios, pretende, até 2014, aprimorar a infraestrutura educacional e de saúde, a acessibilidade e a inclusão social das pessoas com necessidades especiais, procurando dar a elas maior autonomia.

De acordo com a assistente social Sionara de Paula, técnica da Coordenação de Proteção Social Especial da Secretaria de Família do Estado, ainda não há definição quanto à data e ao local para a implantação do centro em Curitiba, mas é possível que, até dezembro, toda a parte de estruturação técnica esteja concluída.

A capital foi escolhida para ser uma das cinco cidades-piloto do projeto na Região Sul pelos bons indicadores na área social. Futuramente, todas as unidades da federação contarão com centros similares. O governo federal financiará metade do projeto. O estado entrará com os 50% restantes e com apoio técnico. Já o município cuidará da parte de estruturação do espaço, o que inclui a contratação de funcionários.

Para ingressar no centro, será preciso que a família tenha renda de até três salários mínimos e a pessoa com deficiência esteja em situação de isolamento. A unidade funcionará cinco dias por semana, por 10 horas, e terá capacidade para 30 usuários. “Mas é para existir uma rotatividade. Na medida em que for percebido que já existe autonomia por parte do paciente e que a família tem condições de pagar alguém que o acompanhe, passaremos a dar prioridade a outros pacientes”, explica Sionara. Com a rotatividade, até 150 pessoas poderão ser atendidas.

Voluntariado

Em Curitiba existem várias entidades que prestam auxílio a portadores de necessidades especiais e suas famílias. Muitas estão sobrecarregadas e têm filas de espera. Em geral são escolas especiais, mantidas por voluntários, que atendem crianças em idade escolar, mas há aquelas que cuidam de adultos.

“Muitas pessoas não entendem que mesmo que já sejam adultas, elas precisam de um acompanhamento pedagógico”, diz Aline Cristina Leal, assistente social da Associação Franciscana de Educação ao Cidadão Especial (Afece), que atende 154 pessoas com idade entre três e 40 anos.

Para o padre Rodinei Thomazella, diretor do Pequeno Cotolengo, o trabalho que será feito no centro-dia é de suma importância porque permitirá a manutenção do vínculo familiar. “No nosso caso, tratamos de pessoas que foram abandonadas pela família e moram aqui. Percebemos a falta que os parentes fazem na vida de nossas ‘crianças’ e lutamos para reestabelecer o vínculo.” O Pequeno Cotolengo atende pessoas com idade entre zero e 60 anos e está com sua capacidade máxima (230 internos) preenchida.

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