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Assembleia geral

De repente, 140 países em Curitiba

Reunidos na capital, jovens de todas as partes do mundo vão transmitir via internet as discussões da 39.ª Conferência Escoteira Mundial

São Paulo: Rio Jurubim subiu no sábado, no bairro Pirituba, na zona oeste |
São Paulo: Rio Jurubim subiu no sábado, no bairro Pirituba, na zona oeste
 
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De hoje até sexta-feira, Curitiba será a capital mundial do escotismo. Mais de mil representantes do movimento participam da 39.ª Conferência Escoteira Mun­­dial, uma espécie de “assembleia geral” do escotismo. Durante o encontro, questões ligadas ao movimento – que tem mais de 30 milhões de participantes pelo mundo – serão debatidas por associações escoteiras nacionais de 140 países. O objetivo da conferência é promover a unidade, a integridade e o desenvolvimento do movimento escoteiro mundial. Durante a semana, serão formuladas políticas mundiais para o movimento.

De acordo com Paulo Sala­­muni, conselheiro da União dos Escoteiros do Brasil (UEB), e um dos organizadores do evento, que acontece no Estação Con­­vention Center, é a primeira vez que a conferência acontece na América do Sul. “Para o país, mas principalmente para Cu­­ritiba, é uma honra receber um evento mundial deste porte, com esta infraestrutura. Serão seis traduções simultâneas”, afirma. Para Salamuni, é um evento histórico, que engrandece o escotismo e traz benefícios, como investimento nos grupos e nos jovens e na divulgação do movimento.

A 39.ª Conferência Mundial Escoteira será transmitida ao vivo através da internet, na forma de web streaming, ou seja, transmissão on-line de áudio e vídeo em tempo real. O sistema foi desenvolvido em software livre, sendo parte por uma empresa brasileira. Além disso, conta com a parceria da Uni­­versidade Federal do Paraná (UFPR), que cedeu os servidores para hospedar a transmissão. Será a primeira vez, nos 103 anos de escotismo, que os todos escoteiros do mundo participam do maior momento democrático do movimento. Os internautas podem acompanhar as plenárias no site da organização mundial do movimento escoteiro: www.scout.org.

Estilo de vida

Fundado por Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, na In­­glaterra, em 1907, o escotismo é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário e sem fins lucrativos. A principal proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado de uma promessa e uma lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre. O escotismo tem como objetivo fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.

Há 20 anos no movimento, Vitor Augusto Gai, 31 anos, co­­meçou como escoteiro e hoje trabalha como executivo técnico da UEB. “O movimento escoteiro é como se fosse um vírus, que permanece pelo resto da vida. Tanto dentro, quanto fo­­ra, você nunca abandona os valores do movimento. E estar no movimento escoteiro até hoje é um privilégio”, explica. As irmãs Anna Clara Winther, 8 anos, e Jullia Winther, 7 anos, começaram a praticar o escotismo há seis meses. De acordo com a mãe delas, Gisele Win­­ther, a decisão partiu do pai, que foi escoteiro durante a ju­­ventude. “As meninas adoram. Eu noto que elas estão bem mais responsáveis e cuidadosas com as coisas delas”, afirma.

Dirce Garcia, 60 anos, está há oito no movimento e virou “chefe”, nome pelo qual os monitores são chamados. Ela ingressou por causa do filho. “Eu sempre achei o escotismo uma boa opção para os jovens. Eu comecei com o meu filho e me apaixonei. Hoje eu vejo que ele e eu somos pessoas diferentes. Eu aconselho a todos os pais para que levem seus filhos. É um bom caminho”, diz. A “chefe” Brígida Bevervanso, 47 anos, tem uma história semelhante. “Estou três anos no movimento. A gente começa a participar, a conviver e percebe o quanto as crianças crescem e amadurecem. É um estilo de vida muito gostoso”, conta.

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